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SÃO PAULO – Quando se fala em tendências quanto ao crédito à pessoa física, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) aponta, entre outros itens, a possibilidade de aumento, no longo prazo, dos prazos dos financiamentos.
No entanto, para quem tem acompanhado os índices de inadimplência, a informação pode gerar dúvida. Afinal, o normal seria que, diante do aumento da inadimplência, as instituições financeiras recuassem prazos, certo? Nem sempre.
Cenário favorável
O índice de inadimplência (acima de 90 dias) vem mostrando uma curva crescente, mas moderada, que deve continuar, na opinião da Febraban, baseando-se em dados do Banco Central.
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Osmar Roncolato Pinho, integrante da Comissão de Produtos de Financiamento da Febraban, esclarece que a relação entre inadimplência e prazo muda, diante do cenário macroeconômico favorável. Em um panorama praticamente sem incertezas, aumentar prazos é uma opção razoável, mesmo com moderado crescimento da inadimplência, já que os riscos hoje são menores do que, por exemplo, há cinco anos.
Tendências ao crédito
Além do aumento de prazos, a Febraban destaca ainda como tendências ao crédito:
- migração do crédito não bancário para o bancário – tendência de financiamentos passarem pelos bancos;
- inovações no setor de crédito – Roncolato menciona o sucesso do consignado, que hoje já representa 16,1% do crédito à pessoa física, e as parcerias dos bancos com redes de varejo;
- importância das garantias para reduzir juros e estimular demanda
Como próximos passos, Roncolato menciona a maior transparência na relação bancária, melhor relacionamento entre bancos e clientes e o processo evolutivo do crédito.