Com avaliação de US$ 40 bi, Uber seria mais valiosa que Twitter e Hertz

A T. Rowe Price Group está negociando para ser uma nova investidora e a Fidelity Investments, que já investe na empresa, também deverá participar do novo financiamento da companhia.

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SÃO PAULO – Os investidores da Uber Technologies estão apostando que o aplicativo de reserva de carros, de cinco anos de antiguidade, é mais valioso que o Twitter e a Hertz Global Holdings. A startup está perto de captar uma rodada de financiamento que a avaliaria em US$ 35 bilhões a US$ 40 bilhões, segundo fontes familiarizadas com a situação, que pediram anonimato porque os detalhes são privados. A T. Rowe Price Group está negociando para ser uma nova investidora e a Fidelity Investments, que já investe na empresa, também deverá participar do novo financiamento, disseram as fontes.

“Por essa avaliação, os investidores parecem estar imaginando que quando a Uber abrir seu capital, poderá ser avaliada em US$ 80 bilhões a US$ 100 bilhões”, disse Anand Sanwal, CEO da CB Insights, uma empresa de pesquisas de Nova York. “Esse tipo de megafinanciamento proporciona à Uber uma grande flexibilidade em termos de quando eles puderem vir a abrir seu capital”.

Se a Uber finalizar o financiamento, a avaliação de até US$ 40 bilhões mais que dobraria o valor de US$ 17 bilhões registrado em um financiamento em junho. Ele também colocaria o Uber a um valor de cerca de 1,5 vez a capitalização do serviço de microblog Twitter e no mesmo tamanho da Salesforce.com, da Delta Airlines e da Kraft Foods Group e superaria a empresa de locação de carros Hertz, que tem um valor de mercado de US$ 11 bilhões.

As negociações de financiamento mostram como o apetite dos investidores por crescimento não foi afetado como consequência das declarações feitas na semana passada pelo vice-presidente sênior da empresa, Emil Michael, sobre a intromissão nas vidas privadas dos jornalistas.

“A Uber tem feito uma porção de coisas imprudentes, mas eu ainda gostaria de ser um investidor da empresa”, disse David Cowan, sócio da Bessemer Venture Partners.

A Uber busca levantar pelo menos US$ 1 bilhão, disseram as fontes. O financiamento não foi fechado e os termos e o grupo de investidores ainda podem mudar, disse uma das fontes. A T. Rowe estudou investir na Uber antes e pode acabar aprovando o negócio desta vez, disseram duas das fontes. Na semana passada, representantes da Uber, da T. Rowe e da Fidelity preferiram não comentar.

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Em junho, a avaliação da Uber já estava em um nível recorde para uma startup americana de tecnologia em uma rodada de investimento direto. Isso colocou a empresa à frente de um conjunto de startups americanas de tecnologia de elite que estão avaliadas na faixa dos onze dígitos (em dólares) e que inclui a Airbnb e a Dropbox.

Avaliações desse tipo estão se espalhando pelo mundo. Na China, a fabricante de smartphones Xiaomi Corp. está em negociações para realizar uma rodada de financiamento que a avaliaria em US$ 40 bilhões a US$ 50 bilhões, disseram fontes familiarizadas com o assunto.

A Uber está levantando mais dinheiro para financiar sua expansão internacional, disseram fontes próximas à situação no início deste mês. A empresa, fundada em 2009 por Garrett Camp e pelo CEO Travis Kalanick, lançou seu serviço de reserva de carros em mais de 220 cidades em todo o mundo.

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A Uber enfrentou controvérsias durante sua rápida expansão, incomodando os setores estabelecidos de táxis e limusines e enfrentando obstáculos regulatórios. Alguns motoristas do serviço também reclamaram da estrutura de comissões da empresa. Na semana passada, a Uber lançou um programa de recompensas para os motoristas e contratou o escritório de advocacia Hogan Lovells para conduzir uma análise interna sobre a privacidade dos dados da empresa.