CNT/Sensus: parcela dos que acreditam em melhora na renda cai para 59,2%

Índice é quase 1 p.p. menor que o da pesquisa anterior, de janeiro, quando 59,9% esperavam melhora

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SÃO PAULO – Para 59,2% dos brasileiros, a renda mensal aumentará nos próximos seis meses. Isso é o que indica a 100ª Pesquisa CNT/Sensus, divulgada nesta segunda-feira (17). Esse índice é 0,7 ponto percentual menor que o da pesquisa anterior, publicada em janeiro, quando foram registrados 59,9%. 

Por outro lado, caiu quase 1 p.p a parcela daqueles que acreditam que a renda vai diminuir no próximo semestre, passando de 8% para 7,3%. A pesquisa mostra também que 27% das pessoas esperam que a renda permaneça igual no próximo semestre. 

Quando o assunto é emprego, as expectativas apontaram declínio em maio, frente a janeiro. Para 59,7%, a situação ficará melhor – ante 62,9% da pesquisa anterior. Para 20,8%, a situação de empregabilidade se manterá igual. Em janeiro, 21,3% tinham essa percepção. Outros 11,2% acreditam que a situação ficará pior nos próximos seis meses, ante os 10,5% registrados anteriormente.

Expectativas: educação, segurança e saúde
Já a avaliação sobre a educação apresentou piora frente a janeiro, considerando os mais otimistas. O índice dos que acreditam que haverá melhora caiu de 60,7% para 58,9%. O número de pessoas que consideram que piorará, por sua vez, subiu de 9,9% para 11,1%. Para outros 23,8%, índice menor do que o da pesquisa anterior (26%), a situação permanecerá a mesma no próximo semestre. 

Em segurança, a quantidade de pessoas que acreditam que haverá melhora obteve leve aumento, de 50,7% para 50,9%, e a daqueles que acham que nada mudará caiu de 29,6% para 23,7%. Porém, o índice daqueles que acreditam que haverá piora nos próximos seis meses aumentou, de 15,9% para 19,4%.

A expectativa de melhora da saúde para os próximos meses, item também analisado na pesquisa, subiu, passando de 53,6% para 54,7%. O percentual dos que pensam que essa área vai piorar diminuiu, passando de 12,8% para 12,3%. O índice dos que avaliam que a área permanecerá como está também recuou: de 29,8% para 26,2%.

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Situação atual
Considerando a situação atual, a pesquisa revelou que, entre aqueles que consideram que a renda melhorou nos últimos seis meses, houve variação positiva, frente aos resultados da pesquisa anterior. 

Em janeiro, 32,7% sentiram que a renda aumentou, ao passo que, no mês passado, 38,3% tiveram a mesma percepção. Outros 18,6% acreditam que a renda diminuiu nos últimos seis meses, número menor que os 19,1% registrados na pesquisa anterior. O número daqueles que acreditam que a renda se manteve igual foi de 46% para 41,7%.

Considerando o emprego, o número de pessoas que acreditam que houve melhora no cenário cresceu, passando de 53,6% para 57,8%. O índice de piora caiu 1 p.p., indo de 17,6% para 16,6%. O número daqueles que acreditam que a situação ficou igual nos últimos seis meses registrou queda, de 25,5% para 22%.

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A avaliação da educação apresentou leve melhora frente a janeiro. O índice dos que acreditam que houve melhora subiu de 47,1% para 48%. Por sua vez, aumentou o número de pessoas que consideram que o item piorou, passando de 23,3% para 25,3%. Para outros 24,1%, índice maior do que o da pesquisa anterior (27,5%), a situação permaneceu a mesma. 

Em segurança, a quantidade de pessoas que acreditam que houve melhora caiu de 28,2% para 26,3%, e daqueles que acham que nada mudou foi de 28,4% para 24,3%. Enquanto isso, o índice de piora aumentou 6 pontos percentuais, de 41,6% para 47,6%.

A avaliação da saúde, outro item analisado na pesquisa, foi vista com melhora por 31,8% dos entrevistados, contra 28,2% em janeiro. O percentual dos que pensam que ela piorou passou de 41,3% para 40,5%. Já o índice dos que a avaliam como igual é de 25,4% atualmente, contra 28,8% em janeiro.

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Sobre a pesquisa
A CNT (Confederação Nacional do Transporte) entrevistou 2 mil pessoas em 136 municípios nas cinco regiões do País entre 10 e 14 de maio deste ano. A margem de erro é de 2,2% para mais ou para menos.