CNT/Sensus: parcela dos que acreditam em melhora na renda cai em agosto

Em relação ao emprego, otimismo é maior: para 61,4%, a situação ficará melhor, ante 28,5% que acreditam que ficará igual

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SÃO PAULO – Para 57% dos brasileiros, a renda mensal aumentará nos próximos seis meses. Isso é o que indica a Pesquisa CNT/Sensus, divulgada nesta terça-feira (16). Este número representa uma queda de 2,2 pontos percentuais em comparação com a pesquisa realizada em dezembro de 2010, quando 59,2% dos entrevistados tinham esta opinião.

A parcela daqueles que acreditam que a renda vai diminuir no próximo semestre caiu de 8,9% para 8,2%. A pesquisa mostra também que 28,5% das pessoas esperam que a renda permaneça igual nos próximos seis meses, ante 25,4% na pesquisa realizada dezembro do ano passado.

Quando o assunto é emprego, as expectativas apontaram queda em agosto, frente a dezembro. Para 61,4%, a situação ficará melhor – ante 61,9% da pesquisa anterior. Para 21,1% a situação de empregabilidade se manterá igual. Em dezembro, 19,5% tinham essa percepção. Outros 11,9% acreditam que a situação ficará pior nos próximos seis meses, um aumento de 0,7 ponto percentual.

Expectativas: educação, segurança e saúde
Já a avaliação sobre a educação apresentou queda frente a dezembro, considerando os mais otimistas. O índice dos que acreditam que haverá melhora caiu de 61,6% para 56,9%. O número de pessoas que consideram que piorará, por sua vez, cresceu de 10,2% para 12,6%. Para outros 26%, índice maior do que o da pesquisa anterior (23%), a situação permanecerá a mesma no próximo semestre.

Em segurança, a quantidade de pessoas que acreditam que haverá melhora obteve queda, de 60,4% para 48,9%, e a daqueles que acham que nada mudará houve aumento de 21,8% para 26,5%. O índice daqueles que acreditam que haverá piora nos próximos seis meses subiu de 12,1% para 19,3%.

A expectativa de melhora da saúde para os próximos meses, item também analisado na pesquisa, caiu, passando de 59% para 52,8%. O percentual dos que pensam que essa área vai piorar subiu, passando de 11,3% para 15,7%. O índice dos que avaliam que a área permanecerá como está também cresceu: de 24,4% para 26%.

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Situação atual
Considerando a situação atual, a pesquisa revelou que, entre aqueles que consideram que a renda melhorou nos últimos seis meses, houve variação negativa, frente aos resultados da pesquisa anterior.

Em dezembro, 63,7% sentiram que a renda aumentou, ao passo que, neste mês, 47,5% tiveram a mesma percepção. Outros 18,3% acreditam que a renda diminuiu nos últimos seis meses, número menor que os 10,8% registrados na pesquisa anterior. O número daqueles que acreditam que a renda se manteve igual foi de 44,6% para 49,3%.

Considerando o emprego, o número de pessoas que acreditam que houve melhora no cenário caiu, passando de 63,7% para 47,5%. O índice de piora cresceu, indo de 10,8% para 18,3%. O número daqueles que acreditam que a situação ficou igual nos últimos seis meses registrou alta, de 23,2% para 30,9%.

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A avaliação da educação apresentou piora frente a dezembro. O índice dos que acreditam que houve melhora caiu de 43,3% para 31,6%. Por sua vez, aumentou o número de pessoas que consideram que o item piorou, passando de 25,6% para 31%. Para outros 34,5%, índice maior do que o da pesquisa anterior (29,2%), a situação permaneceu a mesma.

Em segurança, a quantidade de pessoas que acreditam que houve melhora caiu de 38,1% para 22,1%, e daqueles que acham que nada mudou subiu de 25,5% para 30,4%. Enquanto isso, o índice de piora também subiu de 34,1% para 45,2%.

A avaliação da saúde, outro item analisado na pesquisa, foi vista com melhora por 20,4% dos entrevistados, contra 30,3% em dezembro. O percentual dos que pensam que ela piorou passou de 37% para 47,1%. Já o índice dos que a avaliam como igual é de 30,7% atualmente, contra 31,4% em dezembro..

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Sobre a pesquisa
A CNT (Confederação Nacional do Transporte) entrevistou 2 mil pessoas em 136 municípios nas cinco regiões do País entre 07 e 12 de agosto deste ano. A margem de erro é de 2,2% para mais ou para menos.