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SÃO PAULO – O Itaú e o Unibanco anunciaram, nesta segunda-feira (3), a unificação de suas operações financeiras. De acordo com o presidente executivo do novo banco, Roberto Egydio Setubal (Itaú), o primeiro impacto ao correntista deve ser a unificação dos caixas eletrônicos.
“A primeira medida será a integração da rede de caixa eletrônico”, afirmou Setubal em entrevista coletiva que acontece nesta segunda. Segundo ele, no entanto, para isso acontecer, será necessária aprovação da fusão por parte do Banco Central. “A integração [dos bancos] total vai demorar”.
Setubal fez questão de deixar claro que, num primeiro momento, a fusão não deve trazer nenhuma mudança aos correntistas. “Vai continuar tudo normal, não haverá mudança neste instante. Eles vão continuar a ser atendidos normalmente”, enfatizou.
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Impacto ao correntista
Diante da unificação das operações financeiras dos bancos, o InfoMoney contatou diversos órgãos de defesa do consumidor e dos trabalhadores para saber quais seriam os possíveis impactos. Confira as respostas:
- Procon-SP: a fusão poderá diminuir a concorrência no setor, mas não deverá causar prejuízos aos já clientes das instituições, segundo avaliação do diretor de atendimento Procon-SP, Evandro Zuliani. “A fusão causa a concentração de mercado, e nós não somos favoráveis a isso. Mas, ao mesmo tempo, essas empresas já têm demonstrado uma postura positiva em relação aos consumidores, que não deverão ser prejudicados com a fusão”, afirma.
- Pro Teste: a coordenadora institucional da Pro Teste, Maria Inês Dolci, compartilha da mesma opinião, e ressalta que os correntistas dos dois bancos devem ficar atentos com o serviço prestado, e caso tenham algum prejuízo, devem procurar um órgão de defesa do consumidor.
- Contraf (filiada à CUT): de acordo com a confederação, a fusão é ruim para a sociedade. A organização também informou que já solicitou uma reunião com o Itaú ainda esta semana, para discutir a união. “Uma operação desse tamanho nos causa muita preocupação, uma vez que fusões anteriores do Itaú provocaram demissões de trabalhadores. A Contraf/CUT e os sindicatos estão em alerta para tomar todas as medidas possíveis para garantir os empregos e os direitos dos bancários”, afirmou o secretário-geral da entidade, Carlos Cordeiro.