Classes B e C são as principais responsáveis pelo consumo doméstico de PCs

Segundo presidente da Abinee, Humberto Barbato, as pessoas dessas classes ainda estão adquirindo o primeiro computador

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SÃO PAULO – As classes B e C, que ainda estão adquirindo o primeiro computador, são as principais responsáveis pelo bom desempenho do setor no segmento doméstico. Para o presidente da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), Humberto Barbato, o bom resultado deve continuar em 2008.

Segundo um estudo da entidade junto à consultoria IT Data, somente no primeiro trimestre deste ano foram comercializados 2,510 milhões de PCs, um crescimento de 25,6% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Porém, esse crescimento não foi impulsionado somente pelo segmento doméstico. “As empresas renovaram a sua base instalada de PCs e, também, fizeram novas aquisições, motivadas pela elevação do número de empregados formais no país”, afirma Barbato.

Desktops e notebooks

O estudo também comprovou que as vendas de notebooks foram maiores do que as dos desktops. Nos três primeiros meses do ano, os computadores de mesa registraram um aumento de 5,8%, registrando 1,846 milhão de unidades vendidas.

Já os notebooks, tiveram um aumento de 165%, com 664 mil unidades comercializadas. Com isso, esse produto passou a representar 26% do mercado brasileiro de PCs. A Abinee estima que esse percentual passará para 32,4% até o fim deste ano, um crescimento de 98% na comparação com 2007, enquanto o mercado de desktops cairá 2% este ano.

A associação também destaca os resultados da venda no varejo, que comercializou 1 milhão de PCs no período analisado. Isso representa uma participação de 40% no mercado. “É importante mencionar que 64% dos notebooks oficiais comercializados nos primeiros meses do ano foram através do varejo”, destaca Barbato.

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Pirataria e Varejo

Por outro lado, o mercado ilegal de desktops também cresceu, passando de 29% no último trimestre de 2007 para 32% nos três primeiros meses deste ano. O presidente da Abinee ressalta que esse aumento teve como influência a greve dos auditores da Receita Federal, devido à retenção de componentes oficiais nas alfândegas.