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SÃO PAULO – Consumidores das classes A e B estão usando cada vez mais os consórcios para viabilizar o sonho da casa própria. Na CEF (Caixa Econômica Federal), a expectativa é de encerrar o ano com 20% dos consorciados presentes nessas faixas de renda.
Dados divulgados nesta quarta-feira (16) revelam que 17% dos clientes da empresa têm alto poder aquisitivo e buscam cartas de imóveis acima de R$ 100 mil, mas, com o aumento do limite da carta de crédito, de R$ 200 mil para R$ 300 mil, a proporção da classe A e B tende a crescer.
Aumento da carta
O Consórcio da Caixa já entregou uma média de 44 imóveis a cada 24 horas, chegando ao patamar de 22 mil casas adquiridas pelos participantes de todo o Brasil. Atualmente, as cartas de crédito variam de R$ 20 mil a R$ 300 mil.
O cliente tem até 150 meses para pagar, dependendo do valor escolhido. Não há incidência de juros sobre o valor das prestações ou do saldo devedor.
Cuidados!
Apesar de não ter juros, o consórcio pode ser uma armadilha ao consumidor no momento da aquisição do imóvel e, por isso, requer atenção especial. Especialistas da AMBH (Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação) indicam leitura atenta de todas as cláusulas do contrato.
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Observe o prazo de duração do contrato e a viabilidade dele. Lembre-se de que, após a assinatura, você estará comprometido por vários meses com a empresa. Fique atento a todos os detalhes do bem e dos pagamentos. Descrição do crédito, taxa de adesão e percentual de amortização mensal devem estar claros.
Todos os cuidados com contrato e produto são essenciais, para evitar dor-de-cabeça no futuro. Entretanto, antes de mais nada, verifique a idoneidade da administradora e se ela está autorizada pelo Banco Central a prestar estes serviços.