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SÃO PAULO – Não há dúvida que o uso do cinto de segurança, obrigatório no País, reduz o número de mortos e feridos resultantes de acidentes de automóveis. No entanto, há polêmica quando se trata de um grupo específico: as mulheres grávidas.
Mesmo que a legislação brasileira não abra exceção para gestantes na lei que obriga o uso do dispositivo, muitas preferem arriscar e não utilizá-lo, seja por causa do desconforto ou pelo medo de prejudicar o bebê. Outras ainda fazem “gambiarras”, como se sentar sobre a faixa inferior utilizando somente a superior ou passar esta última por trás das costas ou sob os braços.
No entanto, segundo os profissionais da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), ao invés de proteger o bebê, com essa atitude, a futura mãe na verdade põe em risco a vida dos dois.
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Preserva a vida do bebê e da futura mãe
Através de uma análise de diversos estudos publicados em periódicos da comunidade científica, a associação elaborou um plano de diretrizes com informações estatísticas que confirmam a conclusão e com recomendações para grávidas no trânsito.
O documento mostra que a freqüência com que gestantes envolvidas em acidentes perdem seus bebês é 2,8 vezes maior quando não usam o cinto ou o utilizam de maneira inapropriada.
Em contrapartida, o risco de adventos com o feto entre o grupo que usa o dispositivo corretamente é aproximadamente o mesmo que o das mulheres grávidas que não sofreram acidente de carro.
Uso correto do cinto na gravidez
Assim, a principal recomendação da Abramet é de que as mulheres nesta situação utilizem sempre o cinto de segurança de três pontas, seja no banco do motorista, no do passageiro da frente ou nos de trás.
O uso adequado para não prejudicar o bebê consiste em passar a faixa superior pelo ombro e entre os seios, acomodando-a lateralmente no abdome, nunca sobre o útero. A faixa inferior, por sua vez, deve ser ajustada abaixo da saliência abdominal, o mais baixo possível.
Airbag também ajuda
Outro dispositivo que se mostrou eficaz, apesar de ainda haver necessidade de mais pesquisa nesse sentido, foi o airbag. Apesar de sua proteção ser baixa em relação ao cinto de segurança, combinados, os dois sistemas se complementam.
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No entanto, é preciso tomar cuidado. Quando estiver em um veículo que tenha a bolsa inflável, a gestante deve deslocar seu banco o mais para trás possível.