Cielo, Oi e BB anunciam parceria para incentivar mobile payment no Brasil

Juntas, companhias desenvolveram soluções que serão usadas tanto para os clientes quanto pelos lojistas, facilitando a aceitação

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SÃO PAULO – As companhias Cielo, Oi e Banco do Brasil anunciaram, na manhã desta quarta-feira (29), duas parcerias com o objetivo de ampliar o pagamento via celular no território brasileiro. 

Enquanto Oi e BB se uniram em um acordo comercial para que os chips dos aparelhos celulares já venham com um cartão embutido, Cielo e Oi criaram uma nova empresa – uma joint-venture – para que juntas desenvolvam a tecnologia necessária para que os mais de 1,8 milhão de POSs Cielo (terminal eletrônico de pagamento) instalados nas lojas de todo o Brasil aceitem o pagamento via celular. 

“A grande mágica desse negócio é que conseguimos um modelo que faz com que o consumidor tenha como pagar via celular e o lojista tenha como receber. Até hoje falava-se muito que no Brasil o mobile payment não se desenvolvia porque não havia uma maneira fácil de o consumidor pagar ou porque os estabelecimentos não tinham como receber. Com essas parcerias, colocaremos no mercado, em no máximo seis meses, as duas soluções”, explica João Silveira, diretor de mercado da Oi. 

Cartão embutido
De acordo com diretor de cartões do Banco do Brasil, Denilson Molina, o objetivo da instituição é levar aos brasileiros de classes C, D e E maior acesso a serviços financeiros. 

“O chip dos celulares Oi já estarão preparados para se tornarem um cartão de crédito ou um cartão pré-pago. Obviamente, o banco avaliará o perfil desse consumidor para ver o limite que ele terá em seu cartão ou se o cartão pré-pago é o mais indicado para ele. Mas nós temos o compromisso de levar crédito às camadas com menor poder aquisitivo, logo, estamos preparados para oferecer crédito para clientes com rendas mensais mais baixas”, explica o executivo. 

Quem já é cliente da Oi também poderá ter acesso ao chip com cartão. “E para os consumidores de classes A e B, mais acostumados a realizarem seus pagamentos com o plástico, também ofereceremos cartões. Obviamente nosso objetivo é oferecer novos plásticos com benefícios melhores do que aqueles que eles já tenham nos cartões que usam atualmente”. 

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Na prática
O vice-presidente de Soluções em Negócios da Cielo, Eduardo Chedid, explicou que a transação será muito fácil e segura.

“Assim que o consumidor – que possui o celular com cartão embutido – indicar sua vontade de pagar a compra via telefone móvel, o lojista colocará em seu POS, ou até mesmo em seu telefone habilitado para receber essa forma de pagamento, a preferência do cliente. Em seguida escolherá se o pagamento será à vista ou parcelado, indicará o valor a ser cobrado e colocará o número do cartão (o mesmo do telefone) do consumidor. Em seguida o cliente receberá um SMS pedindo a inclusão da senha pessoal dele para autorizar a transação. No mesmo momento, o lojista recebe outro SMS autorizando o débito”, explica e completa: “é importante salientar que o celular de onde o pagamento será autorizado não precisa estar na loja. Um adolescente pode realizar a compra, dar o número da linha/cartão do pai, que inclusive pode estar em viagem aos EUA, e de lá mesmo o pai recebe o SMS, coloca a senha e autoriza a transação”.

Sobre segurança, o executivo faz questão de frisar que não há perigo. “Assim como em uma transação com o cartão de plástico, o cliente precisa incluir a senha pessoal dele. Quando um cartão é roubado, não basta ligar na operadora e cancelá-lo? Com o celular o procedimento é exatamente o mesmo”. 

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Os três profissionais explicaram ainda que a operação não terá nenhum custo ao cliente e o cartão não terá anuidade. Além disso, os SMSs necessários para a transação serão gratuitos. Vale ressaltar que a fatura do cartão de crédito será enviada ao cliente separadamente da conta de celular, para que não haja confusão na hora de administrar o orçamento.

Ainda segundo os executivos, os acordos não possuem exclusividade, ou seja, outras operadoras e outras instituições bancárias poderão futuramente participar desse modelo de negócio.