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SÃO PAULO – O presidente para a América Latina e o Caribe da MasterCard WorldWide, Richard Hartzell, esteve no Brasil para dar uma palestra no C4 2008 (Congresso de cartões e crédito ao consumidor), nesta sexta-feira (29). Ao falar do futuro dos meios de pagamento, ele afirmou que o cheque e o dinheiro vivo irão acabar.
“Os consumidores buscam três fatores: conveniência, segurança e opções. Os plásticos (cartões de crédito e débito) hoje representam a conveniência”, disse.
A mudança no Brasil
Entre as décadas de 80 e 90, Hartzell viveu durante alguns anos no Brasil. Ele conta que, antes de vir ao Brasil, em 1988, morou por dois anos na Alemanha, e ironizou: “Em dois dias no Brasil, a inflação subiu mais do que em dois anos na Alemanha. Como desenvolver o plástico em um ambiente desses?”.
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“Não era uma maneira boa de pagar. Se sobrasse dinheiro no fim do dia, o dinheiro era pedido, logo o jeito era gastar. Tenho orgulho de ter conhecido o Brasil e ver como ele está agora. Os consumidores estão mais confiantes do que antes”.
Sobre os cheques, o presidente da MasterCard afirmou que se trata de uma ferramenta muito demorada. Já o dinheiro custa muito para os bancos centrais. “Nos Estados Unidos, a moeda de um centavo é feita de cobre. Ela custa caro”.