Cesta básica: interior lidera irregularidades na primeira análise de setembro do Ipem

Bauru é destaque do interior, com índice de erros de 58,33% dos 12 produtos verificados; capital registra 50% de irregularidades

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SÃO PAULO – O Ipem – SP (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo) divulgou o resultado de mais uma fiscalização dos produtos da cesta básica paulista. O primeiro estudo realizado em setembro indicou que o interior do estado liderava o número de casos de irregularidades nos gêneros de primeira necessidade.

A fiscalização do Ipem visitou cinco regiões do interior de São Paulo (Bauru, Campinas, Presidente Prudente, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto), além da capital. Do total, de 57 produtos verificados na sondagem, 50,88% estavam irregulares.

Irregularidades por região

Na capital paulista, o índice de irregularidades ficou em 50%, sendo que o maior problema foi verificado no molho de tomate tradicional pronto “Lupinni”. De 32 amostras analisadas do produto, houve erro médio inferior a 1,85% de conteúdo e os compradores estavam comprando menor quantidade do molho de tomate que a anunciada no rótulo, 340g.

Em Bauru, foi registrada a maior incidência de produtos errados (58,33%), dos 12 produtos verificados sete possuíam algum tipo de irregularidade. O destaque, porém, foi o do óleo de soja Graziela, da Triângulo Alimentos Ltda. Em uma lata de 900 ml do produto chegou-se a ser checada falta de 65,1 ml.

Já em Campinas o índice de irregularidade ficou em 50%, sem qualquer destaque na média, enquanto Presidente Prudente, por sua vez, apresentou irregularidades em 41,67% de seus produtos.

Finalmente, couberam à região de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto os índices de irregularidades, também elevados, de 50% e 57,14%, respectivamente, dos produtos fiscalizados. Nessas localidades, os destaques ficaram por conta do biscoito tipo maria “Mabel”, com média de 7,5g a menos que o conteúdo nominal de 400g indicava, em Ribeirão; e o biscoito de chocolate e coco “Bi Delícia”, com conteúdo 9,40g inferior aos 150g nominal.

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Punição aos fabricantes

Estas empresas fabricantes, portanto, estão sujeitas ao pagamento de multas, que podem ser dobradas caso haja reincidência. Os valores das multas variam de R$ 100,00 a R$ 3 milhões. Os empresários terão 15 dias para se apresentarem ao Ipem para prestarem esclarecimentos sobre as irregularidades. Denúncias ao Ipem-SP podem ser feitas gratuitamente de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h, pelo telefone 0800 130522.

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