Cesta básica em SP registra alta em março e segue como a mais cara do País

Com valorização de 0,99%, cesta básica paulistana custa agora R$ 177,28, a mais elevada entre as 16 cidades pesquisadas

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SÃO PAULO – O preço da cesta básica na cidade de São Paulo apresentou alta de 0,99% no mês de março, passando a R$ 177,28. Apesar de relativamente baixo, o crescimento faz com que a capital paulista se mantenha na liderança do ranking das cestas mais caras do País.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica – realizada em 16 capitais brasileiras – divulgada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos) nesta terça-feira (04).

Comprometimento salarial

Quatro produtos, que tiveram alta no mês de março, foram determinantes para o comportamento de valorização da cesta básica. Entre os 13 itens pesquisados em São Paulo, merecem destaque as altas registradas no preço do feijão carioquinha (18,49%), açúcar refinado (5,52%), tomate (4,79%) e manteiga (0,35%).

Já as quedas de preço ocorreram com sete itens da lista: batata (-3,66%), arroz agulhinha tipo 2 (-3,08%), café em pó (-2,11%), carne bovina de primeira (-1,76%), farinha de trigo (-1,27%), óleo de soja (-1,10%) e banana nanica (-0,59%). Segundo a pesquisa, leite in natura tipo C e pão francês ficaram estáveis.

O custo médio da cesta básica em março tomou 63,99% do salário mínimo líquido do trabalhador, já deduzida a quantia recolhida à Previdência Social, frente aos 63,36% de fevereiro.

No terceiro mês do ano, o trabalhador teve de cumprir uma jornada de 130 horas, maior que a exigida em fevereiro (128 horas e 44 minutos), para adquirir os 13 produtos da cesta básica. A jornada é consideravelmente menor que a necessária em março do ano passado, de 148 horas e 49 minutos, quando a compra dos produtos alimentícios básicos demandava 73,25% do salário.