Cesta básica do paulistano sobe 2,61% e passa a custar R$ 213,73, revela Procon

Preços se referem à cesta básica do mês de setembro; produtos de limpeza foram os que ficaram mais caros (4,44%)

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SÃO PAULO – Os paulistanos gastaram mais com a alimentação no mês de setembro. A alta apurado no mês passado foi de 2,61%, conforme ficou constatado na pesquisa diária do Procon-SP, em convênio com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos).

O levantamento mostrou que no dia 30 de setembro o preço da cesta básica do paulistano ficou em R$ 213,73, enquanto em 29 de agosto a cesta custava R$ 208,29, o que configura, portanto, a elevação de 2,61%. No acumulado do ano (base 27/12/2002) a variação é de -2,56% e nos últimos 12 meses (base 30/09/2002), de 22,44%.

Produtos de limpeza ficaram 4,44% mais caros

Analisando as várias categorias de produtos que compõem a cesta básica, as variações apuradas foram: alimentação (2,62%), limpeza (4,44%) e higiene pessoal (0,54%). As maiores altas ficaram por conta do pacote de 500g da farinha de mandioca torrada (15,45%), o quilo do frango resfriado inteiro (13,06%), da carne de primeira (8,52%), do sabão em pó (8,46%) e da lingüiça fresca (8,40%).

Já entre os produtos que apresentaram queda do preço no mês passado, destaque para o absorvente aderente (- 9,62%), pote de 250g de margarina (- 7,41%), dúzia de ovos brancos (- 5,58%), quilo da farinha de trigo (-5,38%) e do pacote de 5kg do açúcar refinado (-3,83%).

Farinha de mandioca registra alta acumulada de 64,94%

No total, a pesquisa levou em consideração a variação de preço de 31 produtos principais que compõem a cesta básica do paulistano, dentre os quais 16 tiveram seus preços ajustados para cima, 11 ficaram mais baratos e 04 permaneceram estáveis.

Os preços que mais pressionaram a alta da cesta no mês de setembro, considerando seus respectivos pesos na cesta, ficaram por conta do quilo da carne de primeira (0,84%), da carne de segunda sem osso (0,75%), do frango resfriado inteiro (0,70%) e do sabão em pó (0,44%). O arroz tipo 2, pacote com 5 kg, também ficou mais caro (0,13%).

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No grupo limpeza, cuja variação positiva de 4,44% foi a maior no mês, a pesquisa apurou o aumento do sabão em pó, de 8,46% como o maior do grupo. De acordo com a pesquisa, no acumulado do ano, o grupo limpeza acumula alta de 15,15% em seus preços.

Já o grupo alimentação, que subiu 2,62% e que responde pelo maior peso na cesta básica do paulistano, acumula variação positiva de 0,15% no ano. O produto mais caro deste grupo foi a farinha de mandioca torrada (64,94%) e o mais barato, a batata (-33,06%). Ambas as variações correspondem ao período acumulado no ano até setembro.