Certificação digital para dar segurança à transações eletrônicas levará dois anos

Implantação do sistema no Brasil enfrenta como dificuldades a amplitude territorial e a exclusão digital no País

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SÃO PAULO – A implantação da certificação digital em todo o Brasil ainda tardará dois anos para acontecer, devido às dimensões territoriais do País. Esse processo proporciona mais segurança às transações e serviços efetuados por meio da internet.

A avaliação foi feita pelo presidente do ITI (Instituto Nacional de Tecnologia da Informação), Renato Martini, em entrevista à Agência Brasil, que ressalta que outros fatores, além da dimensão, também prejudicam a implantação do sistema. “A certificação digital depende de computador e conexão à internet. Então, o Brasil tem que superar o desafio da exclusão digital”, diz.

Mais segurança

Segundo Martini, o uso dessa tecnologia também resulta em benefícios para as empresas, no ponto de vista econômico, com o barateamento e racionalização de processos, sendo que a principal vantagem é a migração do documento em papel para o eletrônico.

“Parece uma coisa singela, mas é um passo revolucionário, porque nós estamos abandonando um hábito milenar do papel. É uma mudança brutal na cultura global. E o certificado digital é essencial nesse processo porque é ele que dá a validade jurídica ao documento eletrônico”, afirma.

Algumas instituições do governo já possuem essa identidade digital. Para o presidente do ITI, o balanço é positivo. “No último biênio, o Brasil viu florescer um conjunto de aplicações de extrema importância”. Entre elas, Martini destaca a nota fiscal eletrônica, o Sped (Sistema Público de Escrituração Digital), além de outras aplicações na Previdência Privada, na área da saúde e no ProUni (Programa Universidade para Todos).

A ideia é que a certificação digital seja disseminada por todos os órgãos públicos, nas três esferas governamentais. “Eu diria que, no último ano, as unidades da federação começaram a despertar para o engajamento no tema”, considera.

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A intenção também é exportar a plataforma tecnológica brasileiras para os outros países do Mercosul, e posteriormente para Europa, especialmente Portugal. “No momento o desafio é fazer acontecer aqui”, ressalta Martini.