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SÃO PAULO – Em uma pesquisa da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), com 5.250 motoristas, foi constatado que 31% deles pagariam multa e teriam a carteira de habilitação suspensa devido à nova lei que proíbe o consumo de bebidas alcoólicas em qualquer quantidade pelos condutores.
O resultado considera tanto aqueles que tinham mais de 0,6 gramas de álcool por litro de sangue (19,3%) e aqueles que possuíam quantidade abaixo desse limite (11,8%), e que anteriormente era permitido pela lei. Os números são seis vezes maiores do que os verificados em pesquisas semelhantes feitas em outros países.
Bebida não é impedimento
O estudo também mostrou que para 41% dos motoristas, a bebida não é impedimento para dirigir. Segundo o médico do trabalho e um dos coordenadores da pesquisa, Sergio Duailibi, 19,4% dos participantes afirmaram que preferem dirigir mesmo após terem bebido, pois não acreditam que o álcool atrapalha o desempenho ao volante.
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“Outros 17% consideram uma estratégia razoável sair dirigindo devagar após ingerir álcool e 4,3% acreditam minimizar os prejuízos à coordenação motora com um simples cafezinho”, afirma.
Outros 9,4% consideram que esperar um tempo após terem bebido é uma medida eficaz, mas para o pesquisador, isso só funciona quando a quantidade de álcool ingerida é muito pequena, e de preferência durante alguma refeição, o que ajuda a diminuir a quantidade da bebida absorvida pelo organismo.
“O álcool diminui a eficiência cerebral, fazendo com que os olhos demorem mais tempo para receber as mensagens e o processamento das informações e as instruções para os músculos ficam mais lentas, reduzindo em até 30% a velocidade do tempo de reação de uma pessoa. Estes efeitos são mais intensos quanto menor for a tolerância do organismo ao álcool e, em adultos jovens, o risco de acidentes aumenta após a primeira dose de bebida, dobra após a segunda e eleva em dez vezes após a quinta dose”, afirma Duailibi.
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Homens bebem mais
Nos testes feitos foi constatado que a presença de álcool no sangue foi maior entre os homens (88,2%), entre as pessoas solteiras (77,9%), com renda familiar entre quatro e sete salários mínimos (59,3%) e com menos de 30 anos de idade (79,5%).
A pesquisa também comprovou que 70% dos motoristas têm interesse em apoiar políticas preventivas e fiscalizadoras que incluam a utilização de bafômetros para ajudar a reduzir os acidentes de trânsito no país. Apenas 15,8% afirmaram não apoiar o uso do equipamento para medir a alcoolemia diante do volante.