Censura? Rússia pode bloquear Twitter, Facebook e Google

A Rússia tem cada vez mais comprimido as leis de internet e, no ano passado, criou uma legislação que permite às autoridades bloquear sites sem uma ordem judicial

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SÃO PAULO – As principais redes sociais da internet e o Google sofrem ameaças de serem bloqueados na Rússia, após serem acusados de violar as leis de blog do país. A autoridade de mídia da Rússia, Roskomnadzor, enviou cartas às gigantes norte-americanas ainda nesta semana, pedindo que obedeçam as leis russas sobre internet.

Segundo o CNBC, as leis requerem que os blogueiros que possuam mais de 3 mil visualizações diárias publiquem conteúdo sob seu nome real e façam registros com as autoridades.

Pensando nisso, Roskomnadzor pediu às empresas que coletem o nome de blogueiros relevantes e removam o conteúdo “reconhecido como informação extremista” pelo procurador-geral russo. “Tal correspondência é regular ao lidar com empresas estrangeiras da internet”, disse Vadim Ampelonskiy, secretário de imprensa de Roskomnadzor.

O porta-voz contou à Reuters que a criptografia nos sites das empresas mostra que as autoridades não conseguiam bloquear apenas algumas páginas que possuíam o conteúdo que violavam as leis e, por isso, teriam que bloquear todo o serviço.

O Twitter e o Facebook têm sido amplamente utilizados para criticar o atual presidente russo, Vladimir Putin, por isso não foi uma atitude surpreendente. Levando em conta que o Facebook também possui o Instagram e que o Google possui inúmeras outras atividades, qualquer bloqueio pode afetar tais serviços periféricos.

A Rússia tem feito as leis de internet ficarem mais rígidas e, no ano passado, criou uma legislação que permite às autoridades bloquear sites sem uma ordem judicial. O Facebook publicou as solicitações de dados feitas pelo governo em seu site e diz que “cada pedido que recebemos é checado por suficiência legal e rejeitamos ou pedidos maior especificidade nos pedidos que são vagos”.

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O Twitter lida com os pedidos do governo da mesma maneira e, em 2014, receberam 108, nenhum reconhecido. “Nós negamos diversos pedidos para silenciar as críticas ao governo russo e outras demandas para limitar os discursos sobre as demonstrações de não violência na Ucrânia”, escreveu em afirmação.