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SÃO PAULO – Aparelhos de telefone móvel que permitam a utilização tanto da rede fixa como da móvel podem baratear o serviço para o usuário. Isso é o que acredita o analista de telecomunicações da IDC, Vinicius Caetano.
“O mercado brasileiro apresenta, atualmente, um maior índice de penetração da telefonia móvel do que fixa. Assim a convergência constitui-se em uma das maneiras de desafogar a rede móvel, fazendo com que parte dos dados possa trafegar pela rede fixa legada”, afirma.
“Com isso, é possível baratear o serviço ao usuário, mantendo a qualidade, afinal convergência nada mais é do que permitir que o aparelho móvel possa utilizar as redes fixa ou móvel, de acordo com a disponibilidade do momento e a um custo mais baixo”, completa Caetano.
Crescimento de usuários convergentes
Um estudo recente da consultoria indica que a maioria das empresas espera ter ganhos de no mínimo 20% em produtividade com as comunicações unificadas. “Hoje, o número de usuários convergentes no Brasil ainda é pequeno, mas a previsão para os próximos três anos é de um crescimento de até três dígitos”, diz Caetano.
O levantamento da IDC também comparou o Brasil a outros dois países, onde as comunicações unificadas estão um pouco mais evoluídas, sendo já oferecidas como serviço das próprias operadoras. Um deles é os Estados Unidos, que já conta com 116 mil usuários convergentes, sendo a maioria corporativos. O outro é a Inglaterra, onde o serviço adotado em 2006 já atinge 100 mil usuários, a maioria residencial.
Para o analista, o Brasil ainda está caminhando de forma desordenada nessa área. “Hoje, não existe um padrão definido para realizar a convergência e as ofertas são desconexas. As soluções precisam ser instaladas à parte na estrutura das empresas, que passam a conviver com dois sistemas: o PABX existente e o serviço que unifica a infra-estrutura fixa e móvel. Tanto que isso levou ao fracasso algumas tentativas nessa aérea”, explica Caetano.
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Atualmente, as soluções ofertadas concentram-se basicamente em bluetooth, Wi-Fi e o PABX IP. Para o analista, essa última tecnologia, que já vem integrada para viabilizar a ligação fixo-móvel, deve ser a que mais crescerá.
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