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SÃO PAULO – O superintendente de Serviços Privados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Jarbas José Valente, disse que, para aumentar o acesso da população à telefonia móvel, uma discussão relevante seria o Governo diminuir a arrecadação do Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações) e as operadoras abaixarem o custo dos serviços.
A medida privilegiaria, principalmente, a população de baixa renda, que teria um maior acesso aos serviços de telecomunicação móvel. O superintendente falou durante o painel “Interação dos atores governamentais nas políticas de comunicações e seus efeitos no desenvolvimento do setor sócio-econômico do Brasil”, na terça-feira (2).
Telefonia móvel
Dados confirmados pela assessoria de imprensa da Anatel mostram que a arrecadação atual do Fistel é de R$ 2 bilhões por ano, somente com telefonia móvel, resultado do crescimento do setor.
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Na ocasião, Valente lembrou que o edital para a terceira geração (3G) prevê que os cerca de 1.800 municípios que ainda não possuem cobertura da telefonia móvel sejam atendidos pelo serviço em até dois anos. Dessa forma, pode-se estabelecer políticas para aproveitar a rede disponível para a inclusão digital.
Número de celulares
De acordo com a Anatel, com a entrada de mais 2.410.232 habilitações em relação a julho (+2,22%), o total de aparelhos celulares em uso no Brasil atingiu a marca de 110.929.896 assinantes em agosto de 2007.
As linhas pré-pagas somaram 89.124.530 unidades, sendo responsáveis pela grande maioria do mercado (80,34%). Já as pós-pagas, com apenas 19,66% de participação, responderam por 21.805.366 linhas.