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SÃO PAULO – Enquanto os usuários de celulares pós-pagos são, em sua maioria, das classes A e B, as pessoas que possuem um pré-pago têm renda média entre R$ 200 e R$ 400 e são das classes D e E.
Os dados fazem parte da tese de doutorado “A Satisfação do Consumidor no Contexto da Psicologia do Mercado: Aplicação ao Serviço Móvel Celular, um Modelo Estrutural”, defendida em 2005 pela psicóloga Amélia Regina Alves da Universidade de Brasília (UnB).
Segundo a psicóloga, a realidade apontada no estudo é observada ainda hoje. “O perfil das pessoas usuárias de celular ainda é o mesmo”, disse.
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Usuários de pré-pagos são mais jovens
Ainda de acordo com os dados, a maioria dos consumidores do serviço pré-pago é jovem, já que 80% têm idade entre 20 e 30 anos. Os usuários de celulares pós-pagos, no entanto, têm faixa etária mais extensa: de 15 a 50 anos.
Com relação à escolaridade, 80% dos usuários dos pré-pagos têm nível médio – cursaram até o 3º colegial. Já a maioria das pessoas que usam um pós-pago, ou 40%, tem nível superior completo ou incompleto.
Uso do celular
Os consumidores dos pós-pagos querem aparelhos mais modernos e são mais exigentes em relação aos serviços prestados pelas empresas. Esses usuários podem trocar de operadora, caso não se sintam satisfeitos. Ainda de acordo com os dados, eles dão mais valor ao prazer e ao estilo de vida.
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Em contraposição, os usuários de pré-pagos estão mais satisfeitos com as empresas, se importam pouco com as inovações tecnológicas e buscam apenas satisfazer suas necessidades de receber e realizar chamadas. Eles utilizam o celular mais para questões de trabalho. A maioria dos usuários de celulares pré-pagos (80%) disse não ter acesso à internet.
Metodologia
Foram entrevistados 47 mil donos de celulares para verificar a satisfação dos clientes. Desse total, dois mil de cada tipo de linha (pós-paga e pré-paga) foram sorteados para responder ao questionário.