Casais: como readequar as finanças ao desemprego?

O primeiro passo para lidar com a realidade do desempregado no casal, é colocar na ponta do lápis quais gastos são prioridade naquele momento

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SÃO PAULO – O desemprego com certeza é um problema temido por qualquer casal, ainda mais quando a nova realidade vai impactar diretamente nas finanças.

Embora possa acontecer com qualquer pessoa, o desemprego pode ser responsável por uma reestruturação no orçamento familiar. Por isso, antes mesmo disso acontecer, é importante ter um plano financeiro para esse tipo de imprevisto.

De acordo com o consultor e diretor da Nota 10 Consultoria, Laerte Oliveira, a prevenção é sempre a melhor saída. “Um casal em qualquer situação deve ter um plano financeiro familiar, onde a situação de desemprego possa ser levada em consideração”, explica.

Segundo Oliveira, ninguém pensa em ficar sem trabalho, mas se mantiver uma reserva para situações eventuais, com certeza os momentos de crise serão bem atenuadas.

Caso não tenham reservas, o casal terá que replanejar a situação financeira a partir desse momento. “Não há pelo que se desesperar, pois normalmente as pessoas conseguem superar essas dificuldades”, afirma o consultor.

Na ponta do lápis
O primeiro passo na readequação das finanças deve ser o que é gasto pela família. A prioridade deve ser dos gastos feitos com alimentação e saúde. “Depois vem os gastos mensais ou de consumo, que são: energia elétrica, gás, água, aluguel, entre outros”, explica Oliveira.

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De acordo com o especialista, o casal também pode evitar atitudes que possam gerar despesas a mais, sem a necessidade de cortar definitivamente alguma despesa.

Segundo Oliveira, o casal deve planejar as finanças para no mínimo três meses, sem contar a rescisão e o seguro-desemprego, assim será possível definir em que momento a família não terá dinheiro suficiente para cumprir com as obrigações. Neste momento, é a hora certa de usar o dinheiro da rescisão e do seguro-desemprego.

Já nos casos em que o desempregado não tiver direito ao seguro-desemprego, é necessário somar as despesas fixas do mês e depois dividir a rescisão pelo valor do mês. “Dessa forma, teremos o número de meses que a rescisão conseguirá cobrir as despesas. Esse resultado será o prazo para a busca de um novo emprego”, completa o consultor.

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De acordo com o especialista, o desemprego pode gerar uma preocupação maior num primeiro momento, mas depois de realizar o planejamento, a tensão irá diminuir.