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SÃO PAULO – Se, na década de 1990, o cheque foi o meio de pagamento mais usado pelos brasileiros, a partir de 2000, a adesão ao cartão passou a ser maior, podendo chegar a patamares de uso dos Estados Unidos em dez anos.
Em 1997, as compras com cheques representavam 23% do total e, no ano passado, passaram para 8%. Por outro lado, as aquisições com cartões, que eram de 6% há 11 anos, chegaram a 20% em 2007. Houve uma inversão dos papéis e, hoje, o consumidor já usa mais o plástico nas compras.
“A imersão brasileira de cartões cresce a uma velocidade espantosa, porque o brasileiro se adaptou à tecnologia. O cartão é um meio de financiamento que estimula o consumo e traz vantagens ao consumidor e ao lojista”, disse Marcelo Noronha, diretor de comunicação da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), responsável pelos dados.
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Perspectivas
Ao final de 2008, os cartões serão responsáveis por 21% das compras. Se continuar no mesmo ritmo de crescimento, em 2017, eles chegarão a ter 38% de representatividade, dentre os meios de pagamento usados pelos brasileiros.
No ano passado, a proporção nos Estados Unidos era de 45%. “Estaremos bem perto deles em aproximadamente dez anos”, afirmou Noronha.
Segundo a Abecs, o crescimento dos cartões começou a se acentuar com a estabilidade econômica conquistada pelo país em meados dos anos 1990 e teve novo impulso com a reforma do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) no início da década atual.
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Para o estudo, a Abecs usou apenas os cheques com valor abaixo de R$ 299, referentes às compras de consumo.
Dinheiro é preferido
Dentre as formas de pagamento, os cheques e cartões somente disputam a segunda posição, porque o dinheiro lidera na preferência dos brasileiros, de acordo com a tabela abaixo:
| Modalidade | 1997 | 2007 | 2017 |
| Dinheiro | 60% | 60% | 51% |
| Cartões | 6% | 20% | 38% |
| Cheques | 23% | 8% | 4% |
| Outros | 11% | 12% | 7% |
Fonte: Abecs
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Com a adesão ao cartão de crédito, o mercado tem crescido muito acima do PIB (Produto Interno Bruto) – soma de todas as riquezas produzidas pelo país. “Nos últimos anos, o setor tem crescido 20% ao ano, sendo que, no primeiro trimestre deste ano, foram 25%”, disse o presidente da Abecs, Felix Cardamone.