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SÃO PAULO – O trabalho da ciência mostra que não ficaremos sempre na dependência do petróleo. Seus derivados, há muitos anos, são os combustíveis mais usados nos carros do mundo todo. No entanto, por ser uma fonte de energia não-renovável, a commidity está dando sinais de escassez e os preços não páram de subir.
Não bastasse o obstáculo financeiro, existe também o fator ambiental: a queima da gasolina, do diesel e de outros derivados emite os chamados gases de efeito estufa, que causam o superaquecimento do planeta, o que, dentro de algumas décadas, desencadeará uma série de graves problemas.
Em busca de alternativas
Para driblar a dependência desse recurso, cientistas do mundo todo vêm trabalhando no desenvolvimento de fontes alternativas de energia que fujam das complicações mencionadas.
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Nessa busca, algumas soluções basicamente naturais foram apontadas, como a produção de etanol (álcool) a partir de cana de açúcar, milho ou biomassa (lixo orgânico). Outras opções requerem mais tecnologia, como é o caso dos carros elétricos.
Carros elétricos
Também chamados de plug in, esses veículos retiram sua energia de uma bateria que pode ser carregada em uma tomada. O uso da eletricidade não produz resíduos e, assim, não polui o meio ambiente.
Atualmente, no entanto, um carro movido apenas à energia elétrica não chega muito longe sem ter de parar para recarregar. A solução da indústria, por ora, são os chamados automóveis híbridos, que combinam um motor elétrico com um movido a combustível comum.
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Assim, quando a bateria estiver baixa ou o motorista quiser alcançar maiores velocidades, basta ativar o outro motor, que pode ser à gasolina ou, para combinar melhor com a idéia de fugir do petróleo, movido a etanol.
Células-combustíveis
Outra forma de carro elétrico são aqueles que usam células-combustíveis, que produzem energia a partir do hidrogênio concentrado, funcionando como pequenos geradores dentro do veículo.
As principais vantagens dessa tecnologia são o fato de também não emitirem gases poluentes e de o hidrogênio ser o elemento químico mais abundante no planeta.
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O problema é que o gás não existe na forma pura, o que significa que são precisas reações químicas para quebrar substâncias como a água (que leva dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio) e liberá-lo.
Ainda há discussões sobre como fazer isso; se seria melhor obter o hidrogênio puro em laboratório e enviar aos postos de combustível, ou deixar as reações químicas para acontecerem nos próprios estabelecimentos ou até mesmo dentro dos carros.