Carros do futuro poderão chegar a até 600 km/hora sem tocar o chão

Projetos para o setor automobilístico propõem veículos aerodinâmicos impulsionados por indução magnética

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SÃO PAULO – Filmes de ficção científica, como Minority Report – A Nova Lei, estrelado por Tom Cruise, gostam de especular sobre como utilizaremos, no futuro, a tecnologia no dia-a-dia.

Parece que não foi somente na segurança biométrica que a obra do diretor Steven Spielberg acertou: na Universidade de Delf, na Holanda, alguns dos diversos projetos futurísticos de automóveis reunidos em um evento são bem parecidos com os do filme.

Um dos destaques ficou por conta do veículo IMP (sigla em inglês de Impulsionado por Indução Magnética), de Maurits Kroese, que ficou com a primeira colocação.

Mais velocidade, menos poluentes

Trata-se de um carro com formato aerodinâmico que poderá chegar a 600 km/hora sobre uma pista magnética sem tocar o chão e utilizando uma quantidade bastante baixa de energia, dispensando os combustíveis comuns, que emitem gases poluentes.

O segundo lugar segue a mesma linha, mas de maneira um pouco mais palpável: em vez de ter de começar uma produção de automóveis especiais do zero, o projeto de Stefan Kaag e Maurice Boon propõe uma solução que utiliza os carros comuns atualmente disponíveis.

Os veículos entrariam em uma cápsula também magnética, que os conduziria através de um sistema especial de túneis a uma velocidade de 500 km/hora. A estrutura do projeto lembra um metrô futurístico, o que justifica o nome: Bulletway, junção de bullet (projétil, em inglês), remetendo à alta velocidade, e subway (metrô), por causa do formato.

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Enquanto isso…

Enquanto essas idéias não saem do papel, o setor automobilístico continua a fazer parcerias com a alta tecnologia, seja nas funções dos veículos, como dispositivo de GPS (Sistema de Posicionamento Global), sistemas de navegação e computadores de bordo, ou no que diz respeito ao combustível, com o desenvolvimento de fontes alternativas de energia, como o biodiesel e as células combustíveis, que poluem menos o meio ambiente.