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SÃO PAULO – Durante as tempestades, sair de carro é cada vez mais arriscado. Porém, os danos causados pelas enchentes podem ser maiores ou menores, dependendo do modelo do veículo. Um levantamento realizado pelo Cesvi Brasil (Centro de Experimentação e Segurança Viária) identificou quais modelos de várias categorias sofrem menos danos, depois de expostos a uma enchente.
De acordo com o levantamento, nenhum modelo da categoria hatch compacto – onde são encontrados os modelos mais populares do País – analisado pelo Cesvi ganhou nota máxima no indicador que mede os danos de enchente.
O índice compara a eficiência de cada veículo em manter seu funcionamento, quando envolvido em alagamento. A nota varia de 0,5 a 5 estrelas e, quanto maior o número de estrelas, mais baixo o risco de danos.
Para compor o índice, foram avaliados os seguintes itens: sistema de admissão, sistema de escape, cilindrada do motor, taxa de compressão, alternador, centrais elétricas, sensor de oxigênio (lambda), sensor de rotação do motor, unidades de controle e embreagem.
C3 no topo
Entre os modelos da categoria hatch, o C3-XTR 1.41, flex, de 2009, da Citroën, ficou no topo da lista, com o melhor desempenho da categoria, quando o assunto é enchente. O modelo teve 3,5 estrelas – a melhor nota dentre os outros modelos analisados. Atrás dele está o modelo da Peugeot, o 206 Sensation, 1.4, flex, de 2009. O modelo garantiu o segundo lugar com três estrelas.
Empatados com 2,5 estrelas estão os modelos Corsa-SS 1.8, flexpower, de 2009, o Punto flex, 1.4, o Punto ELX e o HLX. O Clio Campus 1.0, de 2009, também obteve 2,5 estrelas na avaliação.
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Os C3 exclusive e GLX garantiram duas estrelas, mesma nota do Sandero Privilège 1.6, 8v. Os modelos Polo Hatch, Fox 1.6, Gol G4, Celta e Fiesta Trail 1.6 ficaram com 1,5 estrela no indicador de danos de enchente. Já o Mille, Palio, Fiesta Hatch, Fiesta Trail 1.0, Ka e novo Gol 1.0 total flex ganharam apenas uma estrela na avaliação do Cesvi.
Cuidados com enchentes
Segundo o Cesvi, antes de tentar atravessar algum ponto alagado, tente verificar se isso é mesmo possível. De maneira geral, as montadoras recomendam que a altura máxima da água para essas travessias não pode ser maior que a altura do chão até o centro da roda.
Se você errou no cálculo, tentou realizar a travessia e o motor morreu, não tente dar a partida. Mantenha-o desligado e remova o veículo, se puder, para a oficina mais próxima. A prática reduz o risco de danos no motor por um calço hidráulico.
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Ao atravessar o ponto, reduza a velocidade, pois isso diminui a variação do nível da água e seu respingar no motor, dificultando a admissão indevida e a contaminação de componentes eletroeletrônicos, além de melhorar a aderência e a dirigibilidade do veículo.
No caso de veículos automáticos, o motorista deve redobrar a atenção. Ao atravessar algum ponto alagado, quando trocar a marcha, é recomendável utilizar a troca manual, selecionando a posição “1”, para que o veículo não desenvolva tanta velocidade.
O motorista desse tipo de veículo pode ainda, manualmente, trocar de marcha entre “N” e “1”, de modo a manter a velocidade do veículo baixa. O Cesvi também recomenda que, nos automáticos, as opções “winter” ou “snow” – cuja função é impedir que o veículo patine – devem estar acionadas, pois ajuda a controlar a velocidade.
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Reforce a cautela e mantenha o menor número de equipamentos desligados. Caso você verifique variação na luminosidade das luzes do painel ou acionamento de equipamentos e alarmes, mantenha a calma. Todas essas alterações podem ser causadas pela perda de aderência entre a correia auxiliar e as respectivas polias da bomba da direção hidráulica, alternador e bomba de vácuo.
E, se depois de todos esses cuidados, você não conseguir evitar os danos, faça uma manutenção completa do veículo depois de passar pelo ponto de alagamento.
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