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SÃO PAULO – O custo da cesta básica na cidade de São Paulo registrou nova alta no mês de novembro, desta vez de 5,66%. O aumento, de quase R$ 10,00 em relação a outubro (R$ 174,77), levou novamente a capital ao primeiro lugar no “ranking” das cestas mais caras do País: R$ 184,67.
No acumulado dos últimos 12 meses, foi verificado um aumento de 7,96% nos preços dos produtos de primeira necessidade. Considerando o período de janeiro a novembro de 2005, a elevação é um pouco menor, de 7,24%.
Cabe lembrar que Porto Alegre continuou apresentando a segunda cesta mais cara, a um custo de R$ 178,59, 6,09% acima do valor apurado em outubro e 4,21% maior que em novembro de 2004.
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Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica – realizada em 16 capitais brasileiras – divulgada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos) nesta quinta-feira (01).
Variações nos preços dos produtos
Entre os itens pesquisados em São Paulo, os aumentos verificados no preço da batata (51%) e do tomate (R$ 36,6%) foram determinantes para a alta geral do mês. Outros quatro produtos também encareceram, porém de forma mais discreta, como a banana nanica (4,4%), o açúcar refinado (R$ 3,25%), a carne bovina de primeira (R$ 2,02%) e a manteiga (R$ 0,17%).
Entre as quedas de preço do período estão a farinha de trigo (R$ -4,9%), o feijão carioquinha (-4,63%), café em pó (-3,17%), óleo de soja (-1,64%), pão francês (-1,22%) e o arroz agulhinha tipo 2 (-0,82%). O preço do leite in natura tipo C não foi alterado.
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Considerando a comparação com novembro de 2004, dez itens registraram alta nos preços, com destaque para o tomate (45,60%), café (23,99%), banana (9,78%), manteiga (6,74%) e carne (6,67%). O açúcar manteve seu valor estável e o arroz e o óleo de soja registraram retração de 22,93% e 20,7%, respectivamente.
Aumento na porcentagem gasta do salário
Em novembro, o trabalhador teve que cumprir uma jornada de 135 horas e 25 minutos para adquirir a cesta básica, bem acima das 128 horas e 10 minutos exigidas em outubro, mas abaixo de novembro de 2004 (144 horas e 45 minutos).
O custo médio da cesta básica no mês tomou 66,66% do salário mínimo líquido do trabalhador, já deduzida a quantia recolhida à Previdência Social. Em outubro, a parcela de comprometimento era de 63,08%, mas em novembro de 2004, foi de 71,24%.
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