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A ventania que atingiu o estado de São Paulo provocou o cancelamento de mais de 340 voos entre a quarta-feira (10) e a manhã desta quinta (11), nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos.
Em Congonhas, 227 voos foram impactados. A maior parte suspensa na quarta-feira, e o restante já nesta manhã. Já no Aeroporto Internacional de Guarulhos, 117 voos deixaram de operar, sendo 61 chegadas e 56 partidas, de acordo com dados atualizados até o início do dia.

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A concessionária disse ter mobilizado antecipadamente um total de mais de 1.500 equipes ao longo do dia para atuar no restabelecimento dos clientes que tiveram o fornecimento afetado

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O município de Embu-Guaçu, que fica na região metropolitana de São Paulo e tem cerca de 67 mil habitantes, está com todos os clientes da Enel sem energia elétrica
O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) explicou que as rajadas são consequência de um ciclone extratropical que atinge o Sul, o Centro-Oeste e o Sudeste, levando à emissão de alertas em nove estados brasileiros. A previsão é de que o tempo comece a estabilizar entre hoje e sexta-feira (12).
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Mesmo com o grande número de cancelamentos, tanto Congonhas quanto Guarulhos seguem abertos e em operação. A administradora Aena, que cuida de Congonhas, informou que os pousos e decolagens continuam sendo realizados, enquanto a GRU Airport, responsável por Guarulhos, afirmou que o aeroporto opera dentro da normalidade nesta manhã.
Em relação às companhias aéreas, a GOL informou, em nota que as operações continuam normalizadas em ambos aeroportos nesta quinta-feira (11).
“Para maior comodidade, clientes impactados pelos atrasos e cancelamentos de ontem (10/12) que tenham disponibilidade para alterar seu voo podem fazê-lo sem custos adicionais. A mudança é autorizada dentro da validade do bilhete, mantendo a mesma origem e destino, e não é necessário comparecer ao aeroporto para realizá-la”, disse a companhia.
A Latam lamentou os transtornos que aconteceram em decorrência da situação e ressalta o compromisso com a segurança em todas suas operações. “O cliente de voo com origem, destino ou conexão em São Paulo que não foi cancelado entre 10 e 12 de dezembro também pode alterar a data de sua viagem sem custo até 15 dias depois”, afirmou, em nota.
Consequências do ciclone
Depois da passagem do ciclone extratropical que provocou fortes ventos na capital e na região metropolitana de São Paulo, cerca de 1,5 milhão de pessoas continuam sem energia elétrica nesta quinta-feira (11). Desde o início do temporal, o número total de clientes afetados chegou a 2 milhões.
Segundo os dados da própria Enel, no mapa de fornecimento da Enel, 1.530.000 consumidores continuam sem luz, equivalente a 17,99% da base atendida pela concessionária no estado.
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A cidade de São Paulo concentra a maior parte dos desligamentos, com mais de 1 milhão de unidades consumidoras ainda sem fornecimento, de acordo com a empresa.
Além do corte de energia elétrica, a ventania do ciclone causou centenas de quedas de árvores na capital e Grande São Paulo. Informações do Corpo de Bombeiros mostram que houve 1.327 ocorrências de queda de árvores entre a madrugada e a noite de quarta-feira (10), em razão dos fortes ventos provocados pelo ciclone extratropical.
Nas primeiras horas desta quinta (11), entre 0h e 5h45, houve mais 17 chamados por quedas de árvores e dez por desabamentos na região metropolitana.
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Um dos episódios ocorreu na Avenida Paulista, onde um tronco atingiu a entrada da Japan House, espaço dedicado à cultura japonesa. Em nota nas redes sociais, a instituição comunicou o cancelamento das atividades programadas e informou que está tomando medidas para restabelecer o funcionamento normal.