Cancelamentos de voos ultrapassam 2,7 mil por causa da paralisação do governo dos EUA

Segundo a plataforma FlightAware, houve ainda quase 10 mil atrasos neste domingo, além de 1,5 mil cancelamentos no sábado (8) e mil na sexta-feira (7)

Estadão Conteúdo

Os horários de voos e os cancelamentos são exibidos no painel de partidas, um mês após o início da paralisação parcial do governo dos EUA, no Aeroporto Nacional Ronald Reagan de Washington, em Arlington, Virgínia, EUA, em 9 de novembro de 2025. REUTERS/Annabelle Gordon
Os horários de voos e os cancelamentos são exibidos no painel de partidas, um mês após o início da paralisação parcial do governo dos EUA, no Aeroporto Nacional Ronald Reagan de Washington, em Arlington, Virgínia, EUA, em 9 de novembro de 2025. REUTERS/Annabelle Gordon

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As companhias aéreas dos Estados Unidos cancelaram mais de 2,7 mil voos no domingo (9), em meio à paralisação do governo e à escassez de controladores de tráfego aéreo, que estão sem receber salários há quase um mês.

O secretário de Transporte americano, Sean Duffy, alertou que o tráfego aéreo no país poderá ser “drasticamente reduzido” se a paralisação se estender até o feriado de Ação de Graças, no fim do mês. Duffy disse que a redução de voos poderá chegar a 20% caso os controladores deixem de receber o segundo pagamento consecutivo.

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Segundo a plataforma FlightAware, houve ainda quase 10 mil atrasos neste domingo, além de 1,5 mil cancelamentos no sábado (8) e mil na sexta-feira (7). O Aeroporto de Atlanta registrou o maior número de cancelamentos, seguido pelo terminal de Chicago.

Duffy afirmou que até “15 a 20 controladores por dia estão se aposentando” e revelou que o secretário de Defesa, Pete Hegseth, ofereceu controladores militares para apoiar o sistema civil, embora não esteja claro se eles são certificados para a função.

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