Caixa estuda parceria com a Abac para vender cotas de consórcio imobiliário

Medida viabilizaria o lançamento do consórcio pela Caixa, sem a necessidade da criação de uma empresa específica para isso

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SÂO PAULO – Como havia anunciado no final do ano passado, a Caixa Econômica Federal (CEF) planejava lançar novos grupos de consórcios imobiliários a partir de março deste ano. Contudo, para que o projeto seja viabilizado é necessário, que a Caixa crie uma nova empresa administradora de consórcios, o que só é possível através de aprovação de uma medida provisória ou mesmo um projeto de lei pelo Congresso Nacional. Esses entraves burocráticos acabaram adiando o lançamento do projeto, que ainda não tem data definida.

Parceria com a Abac facilitaria entrada da Caixa no setor

Segundo o presidente do CEF, Emilio Carazzai, a Caixa Econômica já estuda a possibilidade de criar uma parceria com a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (Abac), com o intuito de vender cotas do consórcio imobiliário, o que tornaria possível o lançamento do projeto de forma mais rápida.

Apesar de não existirem informações a respeito da forma de atuação da parceria, o presidente do CEF afirmou que a entrada da Caixa no setor de consórcio imobiliário deve ser beneficial, já que concederá maior credibilidade a esta modalidade de financiamento. Por sua vez, a Caixa seria beneficiada pela viabilidade do projeto, pois com a parceria não seria necessário criar uma empresa especifica para tratar dos consórcios.

Existem várias alternativas em estudo, dentre as quais estuda-se a possibilidade de se usar as agências da Caixa para vender as cotas dos consórcios, ou até mesmo a criação de grupos cujos participantes seriam pessoas de diferentes localidades no país.

Consórcios da Caixa devem ser mais baratos

A Caixa anunciou que entraria no segmento de consórcios imóveis no final do ano passado, assustando a grande maioria das administradoras de consórcios que temiam perder muitos clientes, em virtude das taxas mais baixas da Caixa. Os consórcios cobram cerca de 20% como taxa administrativa, enquanto a Caixa cobra 15% pelo mesmo serviço. O ramo de consórcios imobiliários apresentou nos últimos seis anos uma taxa de crescimento de 200% e conta atualmente com aproximadamente 95 mil participantes ativos.

No final do ano passado a Caixa anunciou os termos que deveriam ser aplicados na formação dos grupos de consórcios que pretende administrar. Os consórcios imobiliários propostos pela Caixa devem atender aos clientes que ganham até 20 salários mínimos, ou seja, R$ 3.600 por mês. O prazo de duração deve variar entre 60 a 120 meses para valores entre R$ 50 e $ 80 mil. O número de participantes será maior em relação aos consórcios tradicionais. Os consórcios da Caixa terão três vezes mais participantes que os demais consórcios, isto significa que todos os meses três participantes serão contemplados pelo consórcio, sendo dois pelo sorteio e um através de lance.

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Além da taxa administrativa de 15% do valor do imóvel, o participante também terá que arcar com as despesas referentes ao seguro e aos fundos mútuos e de reserva. O cálculo do reajuste das mensalidades será feito anualmente, baseado no índice nacional de preços ao consumidor (INPC). O contemplado poderá utilizar o crédito para a aquisição de um imóvel novo ou usado, ou até mesmo na compra do material de construção e do terreno.

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