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Depois de chegar ao topo no ranking dos modelos, com o Dolphin Mini, a BYD foi em abril a marca de carro mais vendida no varejo. No total, 14,9 mil veículos foram vendidos no showroom das concessionárias da marca chinesa, número que superou por pouco o da Volkswagen, segunda colocada no mês, com 14,8 mil carros vendidos.
Quando se inclui as vendas diretas, fechadas com clientes como as locadoras de automóveis, a BYD ficou na quinta colocação, atrás, no mês passado, de Fiat, Volkswagen, General Motors (GM) e Hyundai. Ainda assim, nesta conta que inclui todos os canais, a marca chinesa renovou o seu melhor número mensal no Brasil, com 18,5 mil carros vendidos em abril.
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Os resultados foram antecipados pela própria BYD, já que o balanço com os resultados consolidados de abril serão divulgados apenas na semana que vem pela Fenabrave, a associação das concessionárias de automóveis. Junto ao Dolphin Mini, carro elétrico que há três meses lidera o varejo, chegando a 5,9 mil unidades em abril, o desempenho foi puxado pelos modelos híbridos da família Song, que alcançou 4,1 mil carros.
A liderança entre as marcas no varejo, obtida pela BYD quatro anos após o seu desembarque no Brasil, é mais um marco da invasão chinesa no mercado de automóveis. As montadoras tradicionais cobram do governo barreiras para frear as importações da China.
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No início do ano, em meio a um embate sobre as cotas de importação de veículos híbridos e elétricos, a Anfavea, associação das montadoras instaladas há décadas no País, apontou impactos potenciais de R$ 103 bilhões na cadeia de autopeças, e de R$ 26 bilhões na arrecadação dos governos, se as políticas públicas incentivarem a substituição de produtos nacionais por importados.
A meta da BYD é se tornar, até 2030, a marca número um do País, incluindo todos os canais de venda. Além de carros completos, a marca traz da China automóveis parcialmente montados para finalização da produção na fábrica em Camaçari, na Bahia.
“A democratização não é apenas tornar a tecnologia mais acessível, mas ampliar o próprio mercado e torná-lo mais atrativo para o consumidor … Ter um carro elétrico parecia um sonho distante para a maioria da população até bem pouco tempo e hoje essa opção já é real para centenas de milhares de pessoas”, comenta o vice-presidente sênior da BYD no Brasil, Alexandre Baldy.