Buscamos a inclusão financeira dos brasileiros, diz presidente do BC

Tombini cita educação financeira, crédito e relação transparente entre bancos e clientes para ampliar a inclusão

SÃO PAULO – A inclusão financeira dos brasileiros está entre os objetivos do novo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (6), o executivo afirmou que essa inclusão poderá ser feita por meio do crédito ou pelo oferecimento de ferramentas de poupança e investimento. 

“Acreditamos que é por meio da inclusão financeira que os brasileiros terão condições de realizar seus sonhos. Além disso, quanto mais incluída financeiramente for a população, mais fácil é o trabalho da política monetária”, afirma. 

Incentivo
Para incentivar que os brasileiros sejam incluídos, Tombini lembrou as ações que já foram tomadas e que facilitam a relação entre bancos e clientes. 

“Para incentivar essa inclusão, o BC já fez reforma nas taxas, aumentou a transparência, facilitou para que o cliente compare as tarifas entre instituições. Temos a preocupação de que os bancos lidem de forma honesta com os clientes”, garantiu.

“Além disso, criamos a conta eletrônica, a conta simplificada e diminuímos os custos e as burocracias para movimentar dinheiro entre os bancos. Promovemos ainda a portabilidade do crédito, a conta-salário e ampliamos o acesso à informação. Para se ter uma ideia, hoje, os brasileiros recebem, ao final do ano, um extrato com quanto gastaram de tarifas ao longo dos 12 meses anteriores. E também reduzimos os custos para que um cliente mude de banco, se não estiver satisfeito com o seu”, completou.

Ainda de acordo com Tombini, a intenção é ampliar a bancarização dos jovens e do público de baixa renda. “Por isso, trabalharemos também com educação financeira e ficaremos de olho nas instituições, pois queremos que o tratamento do cliente bancário seja claro e seguro”, disse o presidente, que não detalhou as ações que serão feitas para se atingir esse objetivo.