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SÃO PAULO – O Governo Federal tem tomado diversas medidas para aumentar o acesso das classes mais populares aos computadores e à internet. No entanto, os brasileiros preferem gastar mais com telefones celulares para se incluírem digitalmente do que com PCs e acessos à rede mundial.
É o que indica a 2a. Pesquisa Sobre Uso da Tecnologia da Informação e da Comunicação no Brasil, realizada pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto br (NIC.br) e divulgada na última quarta-feira (08).
Celulares e computadores
O estudo mostra que enquanto o número de usuários de celular saltou de 61% no ano passado para 68% em 2006, a penetração dos computadores nos domicílios brasileiros pulou de 16,6% em 2005 para os atuais 19,6%.
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Com relação ao uso da internet, o aumento no período foi de 13% para 14,5% da população. De acordo com o conselheiro do CGI.br, Rogério Santanna, o alto custo do acesso impede o uso da rede em grande escala no País. “A principal justificativa entre aqueles que não dispõem de acesso à internet em casa é a falta de computador, o custo elevado desse equipamento e do acesso”.
Problemas socioeconômicos
A pesquisa mostra que as desigualdades sociais e econômicas presentes no Brasil são determinantes para o acesso à tecnologia da informação. O uso de computadores e da internet continua concentrado nas grandes metrópoles, em famílias com renda maior e com nível avançado de escolaridade.
Para Santanna, as desigualdades sociais se reproduzem na pesquisa. “Mas já podemos notar alguns avanços com relação aos resultados do ano passado”. A conclusão se baseia no fato de ter aumentado a posse de computador em famílias de classe B e C.
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Acesso em locais públicos
Também houve um aumento no uso de centros de acesso público pagos, como lan houses. “Mas ainda precisamos desenvolver políticas públicas diferenciadas para estimular o uso da internet nas classes D e E”, completa.
Um dado que deve ser destacado é que houve um incremento do acesso em centros públicos pagos, principalmente na classe C – de 19,55% em 2005 para 35,54% em 2006 – e DE – de 30,02% em 2005 para 48,08% em 2006.