Publicidade
SÃO PAULO – Mais da metade dos domicílios brasileiros com rendimentos entre US$ 100 e US$ 700 poupa parte dos ganhos e quase todos eles abrem mão de certos gastos para comprar as coisas que desejam, segundo revelou o relatório Winning over the Next Billion Consumers in Brazil, realizado pelo The Boston Consulting Bank.
Outros dados ainda mostram que 40% disseram que vão ampliar a poupança no próximo ano e mais de 25% afirmaram que vão gastar mais.
De acordo com a pesquisa, a alimentação é o maior gasto dessa população, com 39% da renda que é destinada para o item. Em seguida, estão moradia (23%), transporte (6%) e produtos de cuidados pessoais (4%). O restante é para gastos eventuais, que englobam, normalmente, serviços financeiros (10%), telecomunicações (5%) e despesas supérfluas (13%).
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Crédito
O salário, que é recebido por 80% deles em dinheiro, costuma ser unido ao de outros membros da família e, por isso, as decisões de consumo são tomadas em conjunto. Sobre os gastos, como a renda costuma variar de um mês para o outro por não terem um emprego formal, frequentemente optam pelo crédito.
Eles costumam pagar parcelas pequenas, em um longo período, para obterem produtos caros. A pesquisa ainda mostrou que, quanto mais caro for o produto, mais a aquisição depende das condições de financiamento. Aproximadamente metade das aquisições com crédito são para a compra de vestuário e eletrodomésticos.
Praticamente todos os gastos com serviços financeiros (US$ 14 bilhões por ano) estão relacionados ao pagamento de crédito.
Continua depois da publicidade
Quem são eles?
Os brasileiros de baixa renda, ou next billions, são aqueles que vivem desde o topo da classe E até a base da classe C. Eles são 34 milhões de domicílios, próximos à viabilidade econômica e ávidos para consumir. Quase dois terços são casados e seus núcleos possuem quatro membros, em média, dos quais pelos menos dois contribuem para a renda familiar.
Ao mesmo tempo em que são responsáveis por quase metade dos gastos totais do país – mais de US$ 100 bilhões por ano -, eles respondem por um terço da renda de todo o Brasil. Os next billions são jovens e possuem cerca de 40 anos de consumo pela frente.