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SÃO PAULO – Com a alta nos preços dos produtos da cesta básica verificada em nove das 17 capitais analisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em setembro, houve um leve aumento no tempo de trabalho necessário para comprar o conjunto de alimentos, se comparado aos minutos necessários em agosto.
De acordo com o levantamento, no nono mês do ano, o trabalhador brasileiro que ganha o salário mínimo precisou de 95 horas e 12 minutos, em média, para adquirir os produtos essenciais, enquanto em agosto a jornada necessária foi de 95 horas e 03 minutos
Um ano antes, a mesma cesta exigia 93 horas e 58 minutos de trabalho. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada nesta sexta-feira (5).
Mais tempo de trabalho em Porto Alegre
No mês passado, Porto Alegre foi a capital onde as pessoas mais precisaram trabalhar para comprar a cesta básica: 110 horas e 09 minutos. Em seguida, aparecem Florianópolis (109 horas e 58 minutos) e São Paulo (109 horas e 19 minutos).
As capitais onde as pessoas tiveram de trabalhar menos, na comparação com as demais cidades, foram: Aracaju (73 horas e 30 minutos), Salvador (77 horas e 00 minutos) e João Pessoa (82 horas e 30 minutos).
Ranking
Confira, na tabela abaixo, o tempo de trabalho necessário para a aquisição da cesta básica em setembro, por capital:
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| Posição | Cidade | Horas trabalhadas |
|---|---|---|
| Fonte: Dieese | ||
| 1º | Porto Alegre | 110h09 |
| 2º | Florianópolis | 109h58m |
| 3º | São Paulo | 109h19 |
| 4º | Vitória | 106h22m |
| 5º | Rio de Janeiro | 105h07m |
| 6º | Belo Horizonte | 104h33m |
| 7º | Manaus | 101h48 |
| 8º | Brasília | 99h42m |
| 9º | Curitiba | 99h11m |
| 10º | Belém | 92h49m |
| 11º | Goiânia | 88h28m |
| 12º | Fortaleza | 88h00m |
| 13º | Natal | 85h20m |
| 14º | Recife | 84h43m |
| 15º | João Pessoa | 82h30m |
| 16º | Salvador | 77h00m |
| 17º | Aracaju | 73h30m |