Brasileiro trabalhou mais de 95 horas em outubro para comprar cesta

Jornada exigida diminuiu em outubro, em relação ao mês anterior, aponta Dieese

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SÃO PAULO – Com a alta nos preços dos produtos da cesta básica verificada em nove das 17 capitais analisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em outubro, houve um leve aumento no tempo de trabalho necessário para comprar o conjunto de alimentos, se comparado  aos minutos necessários em setembro. 

De acordo com o levantamento, no décimo mês do ano, o trabalhador brasileiro que ganha o salário mínimo precisou de 95 horas e 01 minuto, em média, para adquirir os produtos essenciais, enquanto em setembro a jornada necessária foi de 95 horas e 12 minutos

Um ano antes, a mesma cesta exigia 94 horas e 04 minutos de trabalho. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada nesta segunda-feira (5).

Mais tempo de trabalho em São Paulo
No mês passado, São Paulo foi a capital onde as pessoas mais precisaram trabalhar para comprar a cesta básica: 110 horas e 12 minutos. Em seguida, aparecem Porto Alegre (108 horas e 08 minutos) e Manaus (105 horas e 29 minutos).

As capitais onde as pessoas tiveram de trabalhar menos, na comparação com as demais cidades, foram: Aracaju (72 horas e 52 minutos), Salvador (78 horas e 52 minutos) e João Pessoa (82 horas e 24 minutos).

Ranking
Confira, na tabela abaixo, o tempo de trabalho necessário para a aquisição da cesta básica em outubro, por capital:

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Tempo de trabalho nas cidades
Posição Cidade Horas trabalhadas
Fonte: Dieese
1º São Paulo 110h12m
2º Porto Alegre 108h08m
3º Manaus 105h29m
4º Rio de Janeiro 104h29m
5º Vitória 103h56m
6º Belo Horizonte 102h47m
7º Curitiba 100h05m
8º Florianópolis 100h02m
9º Brasília 96h03m
10º Belém 95h00m
11º Fortaleza 90h14m
12º Goiânia 88h49m
13º Recife 88h31m
14º Natal 87h26m
15º João Pessoa 82h24m
16º Salvador 78h52m
17º Aracaju 72h52m