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SÃO PAULO – De acordo com o ex-presidente da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento) e presidente da Omni CFI, Érico Sodré Quirino Ferreira, o cadastro positivo dará poder de negociação para o consumidor.
“Quem tiver um bom cadastro positivo vai ter, sem dúvida nenhuma, um melhor poder de negociação. A concorrência está em falta hoje. Sendo bom cliente, se uma instituição não reconhecer, outra certamente vai”, afirmou Ferreira, sobre o fato de os dados serem compartilhados e positivos.
Ferreira falou durante evento sobre os desafios do crédito, organizado pela Serasa Experian e pela Acrefi.
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Interesse
Ele ainda afirmou que existe uma gama muito grande de clientes que não são atendidos pelo mercado de crédito, mas que terão o acesso facilitado com o cadastro positivo, uma vez que as taxas de juros poderão passar por uma reformulação. “As taxas não vão cair, elas vão ficar apropriadas ao consumidor”.
Questionado sobre qual seria o interesse do consumidor em fornecer seus dados pessoais, ele disse que é exatamente a questão de poder contar com taxas de juros apropriadas para o seu perfil de crédito.
O diretor jurídico da Serasa Experian, Silvânio Covas, dividiu a mesma opinião: “a informação positiva é um interesse do cadastrado conhecer. Ele é que procurará o banco de dados. Então, precisa haver uma mudança sensível na cultura brasileira. O cadastro positivo só tem sucesso a partir de mudança cultural do cidadão”, explicou, sobre o receio de muitos de conceder dados pessoais.