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SÃO PAULO – Cada vez mais o consumidor brasileiro adere ao dinheiro de plástico na hora de pagar suas compras. Entre 2000 e 2005, o total de transações com cartões de crédito praticamente dobrou, passando de 731 milhões para 1,454 bilhão (+98,9%). No mesmo período, o uso do cheque caiu 25,4%, uma vez que foi compensado um volume de 1,961 bilhão de folhas em 2005, contra 2,63 bilhões em 2000.
O forte crescimento da indústria é impulsionado pelo aumento do ingresso de novos portadores no mercado. Em 2005, existiam 66 milhões de cartões, um crescimento de 25,2% sobre 2004. Nos últimos cinco anos, 42,5 milhões de novos plásticos entraram em circulação no País.
Os números foram divulgados nesta segunda-feira (12) pela Credicard e constam na pesquisa Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento.
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Hábitos do consumidor
No que se refere aos hábitos dos portadores de cartão de crédito, o estudo mostra que 24,2% do volume de transações foram feitos no ramo de Alimentação, seguido pelo ramo Vestuário (17,4%), Moradia (15,3%), Turismo e Entretenimento (13,3%), Veículos (12%), entre outros.
Outra constatação: a importância do cartão como instrumento de crédito vem crescendo a cada ano. Em 2000, 10,8% do financiamento disponível ao consumidor se referia ao cartão de crédito, enquanto em 2005 este percentual subiu para 12,8%.
Os empréstimos pessoais, impulsionados pelas operações de crédito consignado, continuam em primeiro lugar no financiamento das despesas. A modalidade, que detinha uma fatia de 36,3% em 2000, agora possui 56,5% do crédito total.
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Por sua vez, o cheque especial, embora seja a segunda forma mais utilizada, vem perdendo a preferência entre os consumidores, com a participação caindo de 18,9% para 13,4% entre 2001 e 2005.
Entre os que financiam as compras por meio do cartão de crédito, a maioria absoluta opta pelo parcelamento sem juros do débito: opção de 82,3% das pessoas. O restante (17,7%) prefere pagar tudo à vista. De acordo com a pesquisa, o dado sugere o potencial do instrumento de crédito, sobretudo, para as camadas de baixa renda.
Potencial de crescimento no País
E por falar em potencial, a Credicard mostra ainda que existe muito espaço para a substituição de outros meios de pagamento pelo cartão em todas as regiões do País.
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No Sul, por exemplo, 54% pagam suas compras com dinheiro, 28% com o plástico e 18% com cheque, cartão de débito ou débito automático no banco. Na região Norte/Nordeste, por conta da atividade turística, o uso do cartão já é tão comum (44%) quanto o dinheiro (46%), enquanto as operações de débito ficam com apenas 10%.
Já nas regiões Centro-Oeste (31%) e Sudeste (34%), onde o uso do plástico se assemelha, muitos ainda pagam suas compras com dinheiro ou transações de débito, com respectivas participações de 45% e 24% no Centro-Oeste; e 49% e 16% no Sudeste.