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SÃO PAULO – O brasileiro Hugo Barra deixou o cargo de diretor de produtos móveis do Google, em agosto do ano passado, para trabalhar como vice-presidente da fabricante de tecnologia chinesa Xiaomi. Seu objetivo: transformar a empresa globalmente conhecida até o ano de 2024 – se equiparando com companhias como Samsung.
De acordo com o site CNet, a companhia foi criada a quatro anos e aumentou a produção de smartphones de 7,2 milhões de unidades para 18,7 milhões nos últimos dois anos e recentemente transferiu sua sede para um escritório duas vezes maior, crescendo a números cada vez maiores. Barra, o primeiro executivo sênior do Google que foi “roubado” pela Xiaomi.
Os planos da Xiaomi são de popularizar os smartphones já produzidos pela companhia: o Redmi e Mi-3, sendo que Barra afirma que a missão da empresa é desenvolver aparelhos de baixo custo focados em performance e qualidade. Além disso, a chinesa pretende expandir sua presença para novos mercados, como Malásia e Índia.
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Há dificuldades, como, por exemplo, a briga para conseguir com que as fabricantes terceirizadas tenham capacadidade de manufaturar seus produtos. É o caso da Foxconn, uma fábrica em Shenzen que fábrica para as concorrentes e que tem também trabalhado com a Xiaomi. “Estamos fazendo celulares o mais rápido que podemos, mas quando tentamos expandir nossa linha de produção, estamos dependendo de que eles aumentem a capacidade de produção deles e nos aloquem”, destaca.
No momento, Barra está muito bem adaptado à cultura da empresa chinesa – muito parecida com a do Google. Em particular, ele diz que gosta muito da forma que os presidentes de empresa chineses debatem a sua indústria publicamente no Weibo, uma espécie de Facebook chinês. “Eu percebi que as pessoas aqui são extremamente passionais com seu trabalho, em um nível profissional”, afirma.