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SÃO PAULO – Os varejistas on-line presentes na América Latina não têm como ignorar o mercado brasileiro, que com vendas on-line estimadas em US$ 885 milhões no ano passado, responde, sozinho, por 65% das vendas de toda a América Latina. Vale ressaltar que este montante não inclui as vendas de automóveis, passagens e as vendas através de leilões virtuais.
Para se ter uma idéia da força do mercado brasileiro no varejo on-line da região, as vendas no Brasil equivalem a 4,6 vezes o volume de vendas em um dos países mais desenvolvidos da região, o México. Em 2002, as vendas on-line neste país ficaram em cerca de US$ 193 milhões. É bem verdade que perto das vendas nos EUA, que ficaram em US$ 45,5 bilhões no ano passado, o mercado brasileiro é pequeno, mas seu potencial é bastante grande.
Cerca de 8% da população é ativa na web
No total existem no país cerca de 7,4 milhões de internautas residenciais ativos, ou seja, pessoas que no último mês usaram a internet pelo menos uma vez, frente a cerca de 1,765 milhão no México, por exemplo. Os brasileiros respondem por 33,5% do total de internautas ativos da América Latina, estimados em 22,1 milhões.
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Com relação ao total da população, no Brasil cerca de 8% dos brasileiros podem ser considerados internautas ativos, frente a 4% no México. Na América Latina estima-se que 6% da população possam ser considerados como internautas ativos, enquanto nos EUA este percentual é muito maior, de cerca 62%.
Brasileiro gasta 48% a mais que a média da AL
No que se refere à participação das compras on-line no total do consumo privado, o Brasil também se destaca, com 0,3% do consumo brasileiro sendo efetuado via web, frente a cerca a apenas 0,04% no México e 0,6% nos EUA.
Finalmente, em termos de gastos médios dos internautas ativos, o potencial do mercado brasileiro também é atrativo, já que o gasto médio no país por internauta é de US$ 61,9, cerca de 15% a mais do que no México, onde o gasto médio estimado é de US$ 53,7. O Brasil também supera em cerca de 48% os gastos médios na América Latina como um todo, que em 2002 ficaram em US$ 41,7.