Brasil manterá liderança em ranking mundial de juro real

Mercado espera que Copom mantenha ou aumente Selic; independentemente da decisão, Brasil estará na liderança do ranking

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SÃO PAULO – O mercado espera que o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) mantenha a taxa Selic em 8,75% ao ano ou a eleve na reunião que deve terminar nesta quarta-feira (17). Independentemente da decisão que for tomada, o fato é que o Brasil continuará a liderar o Ranking Mundial de Juros Reais, elaborado pela consultoria UpTrend.

De acordo com a consultoria, a elevação de projeções de inflação em alguns países, aliada a diversas quedas de juros mundo afora, alterou novamente a dinâmica do ranking e assegurou ao Brasil o topo como o melhor pagador de juros no mundo. “A atual política monetária tende novamente ao aperto”, diz a UpTrend.

Com a Selic mantida em 8,75% ao ano, o Brasil teria uma taxa de juros real projetada para os próximos 12 meses de 4% ao ano. A elevação da Selic a 9% ao ano faria os juros reais irem a 4,2% ao ano e, se a Selic fosse para 9,25% ao ano, os juros reais iriam a 4,5% ao ano.

Juros reais e nominais
A expectativa da UpTrend é de que o Copom mantenha o juro básico nesta reunião, uma vez que a inflação no Brasil é sazonal e pontual. Além disso, a atividade econômica não está próxima da sua capacidade máxima e há um cenário cambial favorável às importações, com a retomada da valorização do real frente ao dólar.

“Uma decisão de reiniciar o aperto monetário, baseada em índices sazonais de inflação, é uma realidade factível, porém consideramos um movimento pautado em excesso de zelo por parte do Banco Central”, relata a consultoria. Conforme a pesquisa, com a manutenção da Selic, a taxa real brasileira fica em 4% ao ano, à frente de países como a Indonésia (2,6% ao ano), a China (2,5% ao ano) e a Austrália (1,8% ao ano).

Outra lista elaborada pela consultoria econômica, que também conta com 40 países, contém as nações com maiores taxas nominais de juros. Na tabela abaixo, estão exemplificados os cinco primeiros e os cinco últimos colocados. Veja:

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Taxas nominais
Colocação País Colocação País
1º Venezuela
(19,57%)
36º Suécia
(0,25%)
2º Argentina
(9,54%)
37º Suíça
(0,25%)
3º Brasil
(8,75%)
38º Estados Unidos
(0,15%)
4º Rússia
(8,70%)
39º Cingapura
(0,1%)
5º África do Sul
(7%)
40º Japão
(0,1%)

Fonte: Uptrend