Brasil já recolheu mais impostos do que em todo ano passado

Impostômetro marcou R$ 750 bilhões nesta segunda, contra a cifra de R$ 731,8 bilhões atingida em 2005

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SÃO PAULO – Quando o governo gasta, não tem jeito, é a sociedade quem paga. A afirmação foi feita nesta segunda-feira (4) por Marcel Solimeo, economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), ao comentar os dados do Impostômetro.

Às 2h40 da madrugada desta segunda, o painel, localizado na sede da entidade, em São Paulo, atingiu a marca de R$ 750 bilhões – o montante já é superior aos R$ 731,8 bilhões recolhidos durante todo o ano passado em tributos federais, estaduais e municipais.

Tendência

“Tem sido uma tendência a cada ano a arrecadação crescer mais do que a economia, tanto para as pessoas jurídicas quanto para as físicas”, afirmou Solimeo. O cenário, apesar de já esperado, foi visto com preocupação pelo economista.

“O peso do imposto já está exagerado para a sociedade, e isso retarda a expansão do País”, disse, explicando que companhias, em vez de destinar verbas para investimento, acabam direcionando esses valores para o pagamento de tributos.

Lei geral

Segundo Solimeo, a tendência de aumento tributário não deve ser quebrada com a provável implantação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, o Supersimples, em meados do ano que vem.

Na opinião do economista, a renúncia fiscal será menor do que o previsto, uma vez que outras empresas deverão entrar na formalidade. “Mas cada ano acham uma nova explicação para aumentar os impostos. A verdade é que a tendência é de crescimento na arrecadação exatamente por conta dos gastos do governo.”

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Expectativa

A expectativa da associação é que, até o final do ano, tenham sido recolhidos em todo o País R$ 800 bilhões em impostos.

“O objetivo do impostômetro é mostrar que o governo está arrecadando cada vez mais. E como esse imposto é um reflexo do gasto do governo, mobilizar a sociedade para que ela exija uma resposta das autoridades”, destacou o economista.