Brasil está na mira do mercado de iates

Entre as marcas mais desejadas dos brasileiros no segmento de embarcações estão a Ferretti e a Intermarine.

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SÃO PAULO – Muitos setores sofrem com a crise econômica brasileira, varejo e automobilístico, principalmente. Por outro, o mercado de luxo vai muito bem. Uma prova disso é o crescimento das vendas de iates no País.

A filial brasileira da Azimut Yachts, com fábrica em Itajaí (SC), registrou entre setembro de 2013 e setembro de 2014 um acréscimo de mais de 70% nas vendas de embarcações novas e seminovas e um aumento na produção de mais de 80%.

Além disso, a expectativa é o aumento na produção de barcos maior porte fabricados no estaleiro, especialmente os acima de 60 pés, deve seguir em ritmo acelerado e a previsão é de crescer mais 35% nesta temporada (de setembro a setembro). Até a temporada 2016/2017 a previsão é quase dobrar a produção atual que hoje até em torno de 30 unidades. Já o fabricante de lanchas Fibrafort registra um crescimento médio anual de 18%.

“O Brasil tem características privilegiadas para o desenvolvimento cada vez mais expressivo do mercado náutico, como uma costa impressionante de 8,5 mil km, sem falar do potencial de navegação em água doce. Além dos empregos gerados pelos próprios estaleiros, o segmento envolve uma série de fornecedores de produtos e serviços – de grandes a pequenas empresas, sem falar de outros inúmeros setores ligados direta ou indiretamente com a navegação em si, como turismo, hotelaria e comércio”, afirma o CEO da Azimut no Brasil, Davide Breviglieri

Entre as marcas mais desejadas dos brasileiros no segmento de embarcações estão a Ferretti e a Intermarine. Com 29% dos votos, a Ferreti lidera o ranking das marcas, seguida pela Intermarine, com 27% –  marca que estava em primeiro lugar em 2013, segundo uma pesquisa realizada pelo MercadoLivre Classificados. As outras marcas citadas são Fishing, com 22%, e a SeaRay, com 18%.

Mais da metade dos proprietários pretende trocar sua embarcação no período entre seis meses e três anos. Entre os respondentes da pesquisa que pretendem comprar uma embarcação (78%), 20% planejam fazer isso nos próximos 12 meses, e os outros 80% estão se planejando para que a compra aconteça daqui até 3 anos.

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O valor planejado para o investimento na compra ou troca fica entre R$ 25 mil e R$ 100 mil para a maioria (77%) – em 2013, data da última pesquisa, esse número era de 72%; enquanto 9% pretende gastar até R$ 200 mil; 7% até R$ 400 mil; 3% até R$ 700 mil e 4% acima de R$ 700 mil.

Segundo Breviglieri, o consumidor é procedente de várias regiões brasileiras, especialmente dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e da região sul. “Há também um crescimento considerável de clientes em minas gerais e no centro oeste, para navegar em lagos e represas, e do litoral do nordeste”, explica. Além disso, os brasileiros têm hábitos diferentes dos consumidores de demais países, como o uso da popa, pouca navegação e de não dormir a bordo.