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SÃO PAULO – A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) não acredita na formação de uma “bolha de crédito” no Brasil, mencionada nesta semana por uma reportagem do jornal britânico Financial Times.
De acordo com o economista-chefe da entidade, Rubens Sardenberg, os dados do crédito no País não apontam na direção de uma bolha.
“Os números de crédito no Brasil são bastante confortáveis. Quando olhamos o tamanho do credito, falamos em 46% do PIB (Produto Interno Bruto) e estamos falando de um crédito bastante pulverizado, distribuído entre o crédito direcionado (dois terços, aproximadamente) e crédito livre (um terço). A proporção de crédito para pessoas físicas e jurídicas também é bastante parecida”, disse Sardenberg, durante entrevista coletiva para comentar a pesquisa de Projeções e Expectativas de Mercado, divulgada nesta quarta-feira (22).
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Expectativas
Segundo a pesquisa efetuada pela Febraban, a expectativa dos bancos para o crescimento do crédito em 2011 registrou leve recuo entre maio e junho. Enquanto no mês passado se esperava um crescimento de 15,8%, neste mês, a expectativa de crescimento ficou em 15,4%.
Em relação à perspectiva de inadimplência, que não distingue pessoas físicas e jurídicas e considera atrasos acima de 90 dias, a estimativa dos bancos é de uma taxa de 4,7% neste ano, acima da taxa esperada em maio (4,5%) e também maior do que em 2010 (4,6%).
“Achamos natural este aumento, devido ao aumento das taxas de juros, ao crescimento da economia, às medidas macropudenciais adotadas pelo Governo e também ao cenário inflacionário, principalmente o aumento dos preços dos alimentos, que afetam as camadas mais pobres da população”, disse Sardenberg.
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“Mas, com este nível de crédito e inadimplência, estamos longe de uma bolha”, ressaltou o economista da entidade.