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SÃO PAULO – Mais fina que um fio de cabelo e mais resistente que o aço, a fibra de carbono está sendo utilizada pela BMW com o objetivo de salvar seus carros de uma possível extinção. A montadora optou por produzir o carro i3, que foi lançado essa semana na Alemanha, com o material.
De acordo com o site Bloomberg, esse é o primeiro esforço para produzir em massa um carro feito em grande parte de fibra de carbono, representando uma grande mudança na produção de automóveis, pelo menos desde a década de 80, quando as primeiras estruturas totalmente de alumínio começaram a ser produzidas.
A estratégia começou há seis anos, quando o CEO da montadora na época, Norbert Reithofer, examinou as tendências que estavam afetando o setor e concluiu que uma maior preocupação com o meio ambiente provavelmente levaria a regulações mais duras sobre emissões, que poderiam tornar insustentável o futuro de carros como os sedãs da Série 5. Por isso, a companhia precisava compensar essas emissões com um carro elétrico viável para cidades em expansão e foi assim que o i3 começou.
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Porém, na época, os carros elétricos tinham a reputação de serem lentos por causa da bateria pesada, necessária para manter a carga capaz de mover o carro. Ou seja, o veículo precisava ser mais leve para reduzir o tamanho e o custo da bateria: foi aí que apareceu a fibra de carbono.
Alto custo
Em contrapartida, a desvantagem é que o material é caro. Segundo a consultoria Frost&Sullivan, a fibra de carbono custa em torno de US$ 20 por quilo, enquanto o quilo do aço custa US$ 1. A meta da BMW é baixar o custo da estrutura de fibra de carbono para o nível do preço do alumínio até 2020.
Embora o material tenha sido usado na Fórmula 1, em carros esportivos de elite como o Bugatti Veyron e em jatos 787 da Boeing, a fibra de carbono não foi testada em produções de larga escala por conta do custo, do tempo e da complexidade envolvidos.