Publicidade
SÃO PAULO – O Blackberry, da canadense Research in Motion, aparelho que combina as funções de computador de mão (PDA) e celular, sucesso entre os empresários norte-americanos, está chegando ao Japão. A Sharp, líder em PDAs no país, já está se mexendo para não perder mercado.
A japonesa anunciou o lançamento de um celular inteligente (smartphone) chamado W-ZERO[es], a evolução do aparelho lançado em 2005. O produto é compatível com sistema operacional da Microsoft, o Windows Mobile 5.0, o que significa que o usuário pode usar programas como o Word e o Excel, além de acessar à internet sem fio e oferecer serviço de e-mail.
No mais, o celular vem com mini teclado QWERTY (com disposição de teclas semelhante à do teclado de computador) acoplado, memória flash de 128 MB, saída USB (permite baixar arquivos do computador e vice-versa) e uma câmera digital embutida de 1,3 megapixels de resolução.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Sucesso garantido para a Sharp
O aparelho tem tudo para fazer sucesso: uma pesquisa do ORC OmniPanel, da telecom ORC International, divulgada neste mês, mostrou que o pacote Office da Microsoft é o aplicativo mais desejado (45% dos votos) pelos consumidores em um levantamento sobre o que eles gostariam de ver incorporado aos seus celulares no futuro.
Além disso, tanto as câmeras quanto o teclado QWERTY também agradam: enquanto 39% dos consumidores mostraram interesse pelo teclado, grande parte disse que, na hora de comprar um novo aparelho, leva em conta, depois do design, a presença de uma câmera.
Já o Blackberry…
O produto, que foi chamado de “Blackberry japonês” pela Sharp, chegará às lojas no dia 27 de julho e deverá custar a partir de ¥ 29,8 mil (em torno de US$ 260).
Continua depois da publicidade
A expectativa é vender 250 mil unidades até o final deste ano fiscal, que termina em março de 2007. Assim, a empresa espera se consolidar no mercado antes da chegada do popular concorrente da Research in Motion.
No entanto, as preocupações não são tão sérias. Apesar da popularidade nos EUA, o produto não anima as estimativas dos analistas. Um dos motivos é o fato de o sistema operacional escolhido não ser compatível com a língua japonesa. Além disso, o mercado de computadores de mão é relativamente pequeno no país, já que seus celulares estão entre os mais avançados do mundo e já oferecem a opção de receber e enviar e-mails há anos.