Biodiesel, etanol e etanol celulósico: qual combustível alternativo vale mais a pena?

Estudos do governo dos EUA analisam o custo/benefício em busca de opções para diminuir o consumo de petróleo

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SÃO PAULO – O governo dos EUA está buscando fontes de energias alternativas para tentar diminuir a dependência do país em relação ao petróleo que, além de ser muito poluente, está cada vez mais escasso e, conseqüentemente, mais caro.

Entre as opções analisadas, por enquanto o biodiesel está ganhando do etanol, muito usado no Brasil. Em termos ambientais, ele reduz a emissão de gases de efeito estufa em 41% em relação à gasolina, enquanto o álcool promove uma queda de 12%.

Obstáculos do etanol nos EUA

Além disso, o etanol enfrenta outros obstáculos. Enquanto aqui ele é produzido a partir da abundante cana-de-açúcar, lá as matérias-primas mais viáveis são grãos, como o milho, que é a principal delas.

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Como o consumo de combustível para automóveis é muito alto no país, um dos problemas do etanol diz respeito ao limite de produção. No âmbito físico, por exemplo, as estimativas são de que, para atender à demanda, a extensão da área de cultivo de milho teria de ser absurda (para não concorrer com o produzido para alimentação): cerca de 97% do território nacional.

Opções curiosas

Além disso, o consumo de petróleo, muito usado na fabricação de fertilizantes e pesticidas e também nas usinas de transformação de milho em álcool, às vezes não vale a pena – seja em termos ambientais ou financeiros – em relação ao quanto seria usado na gasolina.

Mas dificuldades não são necessariamente barreiras. Uma maneira de evitar a concorrência com o cultivo com fins alimentícios é utilizar plantas não comestíveis como matéria-prima, como a grama. Estudos do Argonne National Laboratory sobre o chamado etanol celulósico mostram que o efeito ambiental é ainda melhor: as emissões de dióxido de carbono caem 85% em relação à combustão da gasolina.