Bienal bate recorde de público: veja lista de livros mais vendidos no evento

A 28.ª edição do evento ficou marcada por diversos momentos de lotação, com corredores cheios e filas para alguns estandes ou ativações

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A Bienal do Livro de São Paulo chegou ao fim neste domingo, 13. Em funcionamento desde o dia 4 de setembro, no Distrito Anhembi, o evento englobou dois fins de semana e contou com corredores lotado em boa parte dos dias.

Segundo informações da organização, trata-se da “maior edição da história”: foram cerca de 760 mil visitantes no decorrer dos 10 dias. O recorde pertencia à última edição, de 2024, com 722 mil. Consta ainda um aumento de 57% em relação à média de faturamento dos expositores, comparado à Bienal anterior.

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Os destaques da Bienal do Livro de SP em 2026

A 28.ª edição do evento ficou marcada por diversos momentos de lotação, com corredores cheios e filas para alguns estandes ou ativações.

Houve alguns cancelamentos de última hora, como o da ministra do STF, Carmen Lúcia, e da biógrafa de Freddie Mercury, Lesley-Ann Jones, mas nada que comprometesse o andamento geral.

Entre os destaques, a grande presença do público jovem, que comprou livros de autores diversos, muitos que fazem sucesso em redes sociais, como Lynn Painter ou Ali Hazelwood. Mas não se engane: entre as obras, muitos com mais de 500 páginas (confira uma lista dos principais aqui).

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A Bienal do Livro de São Paulo em 2026 ainda consolidou tendências como os Book Charms (livros em formato de chaveiro) e o uso de cashback dos ingressos para compras no local.

Por fim, ganhou repercussão ainda o caso envolvendo um homem mascarado como o personagem Ghostface que, no estande da Fruto Proibido, protagonizou vídeos em que beijava e fazia outros tipos de atos sugestivos com visitantes. A editora alega que não contratou o indivíduo, que compareceu fantasiado de maneira espontânea (entenda o caso aqui).

Quais foram os livros mais vendidos?

Em declarações ao Estadão, as principais editoras presentes no evento relataram aumento das vendas e compartilharam a lista de títulos mais vendidos. Veja abaixo os destaques de cada uma.

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Companhia das Letras na Bienal

A Companhia das Letras destacou um aumento de 67% em relação ao faturamento e de 55% em relação ao volume das vendas na Bienal de São Paulo em 2026, comparado à edição anterior, incluindo seus selos como Bloom Brasil, Seguinte e Paralela

O fundador e CEO da editora, Luiz Schwarcz, destacou o evento como “a Bienal da esperança, pela presença maciça de jovens com entusiasmo e amor pelos livros.”

Entre os destaques, o autor Raphael Montes, que emplacou o 1.º, o 2.º, o 4.º, o 5.º, o 6.º, o 8.º, o 12.º e o 15.º livros mais vendidos da editora. Confira a lista do Top 15 da Companhia das Letras na Bienal 2026 abaixo:

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Grupo Harper Collins

A editora, que detém os direitos de venda de autores clássicos como J.R.R. Tolkien, C.S. Lewis e Agatha Christie, “superou em duas vezes e meia o faturamento de 2024”, englobando todos os seus selos, como Pitaya, HarperKids, Thomas Nelson Brasil e Harlequin, segundo comunicado divulgado à imprensa. Confira a lista de livros mais vendidos abaixo:

Rocco

A editora, cujo estande teve decoração remetendo a antigos cinemas de rua, apresentou um faturamento 121% maior em relação a 2025, o “a maior de todos os tempos para a editora” em bienais do livro. Confira abaixo a lista com o Top 10 de livros mais vendidos do estande:

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Intrínseca

A editora Intrínseca destacou um aumento de 85% em seu faturamento, comparado à edição de 2024. Entre os momentos de maior lotação, as sessões de autógrafos de SenLinYu. A instituição ressalta os gêneros de fantasia e comédias, seguidos também por suspense e terror.

Lynn Painter, uma das autoras favoritas do público adolescente, emplacou seis títulos entre os livros mais vendidos da editora neste ano. Confira abaixo:

Editora Alt e Globo Livros

Segundo informações de Mauro Palermo, diretor da editora, houve aumento de 100% na comparação com as vendas de 2024. O estande contou com a presença de nomes como Hannah Bonam-Young e Bal Khabra. O Top 5 de livros mais vendidos da Globo e Alt na Bienal foi o seguinte:

Grupo Editorial Record

A editora informou o número de 170 mil livros vendidos até este domingo, 13, um ganho de 76% em relação ao mesmo período da última Bienal em São Paulo – os brasileiros, porém, contaram com aumento de 30%.

A Record informa que “os autores de maior peso na soma total de vendas” são Colleen Hoover, Sarah J. Maas, Holly Black, Freida McFadden, Carla Madeira e Babi A. Sette. Entre os livros mais vendidos em 2026 estão:

Editoras Sextante e Arqueiro na Bienal do Livro 2026

A Sextante e a Arqueiro, parte do mesmo grupo editorial, relatam um aumento de 82% em relação à edição anterior da Bienal do Livro em SP.

Os números foram impulsionados pela venda de títulos de Ali Hazelwood, neurocientista italiana cujos livros viralizaram no TikTok, e até ganharam adaptações para a Netflix. Destaque também para Murdoku, que mistura a solução de mistérios com o clássico Sudoku.

Livros mais vendidos da Sextante:

Livros mais vendidos da Arqueiro:

Grupo Autêntica/Editora Gutemberg

O grupo editorial destacou um aumento de 84% em relação à arrecadação total em comparação à edição de 2024. Em relação à Bienal do Rio de Janeiro do ano passado, por exemplo, a quantidade foi 160% maior. Confira os livros mais vendidos abaixo:

Buzz Editora

A Buzz Editora, que contou com sessões de autógrafos, rodas de conversa e encontros de autores, relatou um “crescimento de 360% nas vendas”, impulsionados graças ao selo Neon, voltado ao público jovem.

Segundo a empresa, três autoras brasileiras foram responsáveis pela venda de mais de 4 mil livros durante o período da Bienal:

Os números da Bienal do Livro de SP 2026, segundo organizadores

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