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SÃO PAULO – Por conta da instabilidade do dólar no mercado, os bancos optaram por suspender o pagamento de compras em real realizadas no exterior com o cartão de crédito. As operações foram vetadas, pois a cobrança de taxas não informadas estavam causando confusões entre os clientes.
A orientação de suspender as compras em real veio da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços). Segundo a organização, nas operações em DCC (Dynamic Currency Conversion) – serviço por meio do qual alguns estabelecimentos comerciais localizados no exterior oferecem aos portadores de cartão de crédito emitidos no Brasil a opção de converter para reais o valor da compra no momento da transação com cartão – há a incidência de IOF com alíquota de 6,38%.
“Porém, essa informação nem sempre é passada claramente pelos estabelecimentos aos consumidores, o que tem gerado algumas reclamações em órgãos defesa do consumidor e no Banco Central”, informa sua diretriz.
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Como a conversão do valor da despesa de moeda estrangeira para o real é feita no momento da emissão da fatura do cliente, pode-se gerar divergências entre o valor do câmbio fechado no momento da transação e o valor do câmbio utilizado pelo emissor no momento do fechamento da fatura.
Além disso, a associação lembra que não há garantias sobre a transparência do valor do câmbio utilizado por estabelecimentos comerciais no exterior que oferecem a conversão direta da compra para reais no momento da transação.
Dentre os maiores bancos brasileiros, o Bradesco, Itaú e Santander já informaram que irão seguir a orientação da Abecs. O HSBC informou que está avaliando o assunto, e assim que for tomada uma decisão, todos os clientes serão comunicados.
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O Banco do Brasil informou que apoia a iniciativa da Abecs em resolver eventuais problemas relacionados com transações de cartões de crédito no exterior em reais e “está analisando eventuais medidas que poderão ser tomadas sobre o tema, sob a ótica de melhorar cada vez mais o atendimento aos seus clientes.”
A Caixa econômica Federal afirmou que está avaliando a recomendação da Abecs.
As instituições que optarem pelo bloqueio desse serviço de conversão automática de despesas em moeda estrangeira deverão informar claramente a seus clientes com no mínimo 30 dias de antecedência. As transações serão aprovadas somente quando forem submetidas pelos estabelecimentos comerciais no exterior na sua moeda de origem e sem a conversão automática.