Bancos diminuem expectativa de avanço do crédito ao consumidor

Em maio, os bancos esperavam que o crédito às pessoas físicas crescesse 15,8% em 2011, percentual que caiu para 15,4%

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SÃO PAULO – Os bancos reduziram mais uma vez a expectativa para o avanço do crédito ao consumidor neste ano, segundo dados divulgados pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos) nesta quarta-feira (22).

Em maio, os bancos esperavam que o crédito às pessoas físicas crescesse 15,8% neste ano, percentual que caiu para 15,4% em junho.

No ano passado, essa modalidade cresceu 18,8% e, de acordo com os bancos, ela deve evoluir 14,8% em 2012, segundo a pesquisa de Projeções e Expectativas de Mercado.

De acordo com o economista-chefe da Febraban, Rubens Sardenberg, este leve recuo já era esperado e mostra que o cenário não mudou muito em relação às últimas expectativas divulgadas pela entidade.

“Em maio, já tínhamos analisado que a expectativa de crescimento do crédito estava atingindo uma certa estabilidade e deveria continuar tendo um certo recuo, ainda que moderado”, afirmou Sardenberg.

Crédito às famílias
Ainda em relação aos empréstimos para pessoas físicas, os dados mostram que os bancos esperam uma evolução de 17% neste ano em crédito pessoal – incluindo consignado -, ante uma alta de 25,2% em 2010.

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Nas operações de crédito para aquisição de veículos, por sua vez, a pesquisa revelou que as instituições aguardam uma expansão de 15% em 2011, sendo que no ano passado o aumento ficou em 19,9%.

Em maio, os bancos esperavam um aumento de 15,4% no crédito para aquisição de veículos e de 17,3% no crédito pessoal, o que remete à queda das expectativas nestas modalidades.

“Os números também vieram em linha com o que esperávamos. O crédito de forma geral já incorporou as medidas macroeconômicas e o aumento da taxa de juros”, disse Sardenberg.

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Inadimplência
Em relação à perspectiva de inadimplência, que não distingue pessoas físicas e jurídicas e considera atrasos acima de 90 dias, a estimativa dos bancos é de uma taxa de 4,7% este ano, acima da taxa esperada em maio (4,5%) e também maior do que em 2010 (4,6%).

“Achamos natural este aumento, devido ao aumento das taxas de juros, o crescimento da economia, as medidas macropudenciais adotadas pelo Governo e também  o cenário inflacionário, principalmente o aumento dos preços dos alimentos, que afetam as camadas mais pobres da população”, disse Sardenberg.

Entretanto, de acordo com o economista, este aumento não chega a ser um risco. “Já era esperado um aumento moderado da inadimplência e não é nada que seja perigoso do ponto de vista da qualidade das carteiras de crédito ”, disse.

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Pessoa jurídica
Para o crédito às pessoas jurídicas, a alta esperada para este ano é de 15,5%, enquanto na pesquisa anterior, a estimativa era de um crescimento de 15,8%. No ano passado, por sua vez, o crédito para as empresas avançou 15,4%.

“Não esperávamos esta redução na expectativa de crescimento do crédito para pessoas jurídicas, a expectativa era de estabilidade ou leve crescimento. Mas consideramos um recuo bastante moderado”, disse o economista da Febraban.

De forma geral, os bancos esperam que as operações de crédito da carteira total cresçam 16,5% neste ano, ante 20,5% registrados em 2010.

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Coordenador de conteúdo educacional do InfoMoney, ganhou 3 vezes o prêmio de jornalismo da Abecip