Baixa renda gasta 35% mais com itens da cesta básica nos últimos 4 anos

Houve uma sofisticação e ampliação do número de produtos consumidos por quem ganha até 4 salários mínimos

Publicidade

SÃO PAULO – De acordo com o estudo “O Consumo na era Lula”, realizado pela LatinPanel, os brasileiros com rendimento médio mensal de até 4 salários mínimos gastou 35% mais com produtos das cestas de alimentos, bebidas, higiene pessoal e limpeza entre janeiro de 2003 e agosto de 2006.

Comparação com as outras classes

Enquanto o volume médio consumido pelas famílias de baixa renda cresceu 11%, o montante consumido pelas classes C e AB teve aumento de 8% e 5%, respectivamente.

Além disso, o número de categorias que compõe a cesta padrão nos lares da classe DE saltou de 21 para 27 (expansão de 29%) entre 2002 e 2006, contra 18% (de 28 para 33) da classe média, e 20% (de 26 para 31 categorias) dos mais abastados.

Itens como sucos em pó, massas instantâneas, caldos para tempero, esponjas sintéticas, extrato de tomate, salgadinhos, leite longa vida e maionese passaram a integrar a cesta padrão das famílias de baixa renda.

Novo perfil de consumo

Para a diretora comercial da LatinPanel e coordenadora do estudo, Margareth Utimura, houve uma sofisticação da cesta de consumo da classe DE, além da ampliação do número de categorias.

Prova disso é o aumento do consumo de produtos práticos (prontos para consumo/uso), cuja participação no total gasto com alimentos passou de 24% em 2002 para 28% este ano. Os gastos com itens tidos como não básicos também cresceram: de 29% em 2001 para 33% em 2006.

Continua depois da publicidade

Já o montante destinado pelas famílias de baixa renda aos produtos não-duráveis saltou de 29,15% em 2005 para 40,3% este ano. Além disso, os gastos com alimentação dentro do lar foram de 23,6% para 30,4% e os com produtos de higiene pessoal, de 2,2% para 5,2% no período em questão.

Concentração regional

Ainda segundo o levantamento da LatinPanel, o consumo popular está fortemente concentrado nas Regiões Norte e Nordeste, onde cerca de 66% da população da pertence à Classe DE e responde por 58% do consumo.