Azul e Trip pedem acordo de code-share; veja se será bom para o consumidor

Com o acordo, os clientes de ambas as empresas terão à disposição em média 800 voos diários para 99 distritos brasileiros
Preço das passagens aéreas foi um dos destaques de queda em abril
Preço das passagens aéreas foi um dos destaques de queda em abril

Publicidade

SÃO PAULO – A Azul Linhas Aéreas e a Trip Linhas Aéreas pediram autorização à Anac(Agência Nacional de Aviação Civil) para realizarem o que se chama de acordo de code-share, um compartilhamento de voos entre as duas operadoras.

Segundo a Azul, se aprovada a solicitação, o início desta ação deve acontecer até o fim do ano. Com o acordo, os clientes de ambas as empresas terão à disposição em média 800 voos diários para 99 distritos brasileiros.

No code-share entre as companhias, a Azul ficará responsável pela comercialização dos trechos de ambas empresas. A Trip continuará a vender normalmente seus voos por meio de seus canais. Embora o acordo seja bilateral, as companhias decidiram concentrar as vendas destes voos em apenas uma empresa, já em preparação para a adoção de uma única plataforma de vendas no futuro.

Com isso os clientes poderão fazer um único check-in e despachar sua bagagem até o destino final. E há a vantagem de adquirir voos de ambas as empresas em uma única transação.

“Todos só têm a ganhar com esse acordo, principalmente os clientes, que contarão com uma ampla malha de voos, com diversas opções de conexões e frequências as quais trarão ainda mais comodidade para quem viaja”, afirma o fundador e presidente do Conselho da Azul, David Neeleman.

“A operação encurtará distâncias e reduzirá o tempo de voo, possibilitando que mais pessoas utilizem o transporte aéreo”, ressaltou o presidente-executivo da TRIP, José Mario Caprioli.

Continua depois da publicidade

O que diz Proteste
De acordo com a coordenadora Institucional da Proteste – Associação de Consumidores, Maria Inês Dolce, a união pode trazer benefícios para o consumidor.

Maria explica que o acordo dará mais opções e agilidade para o consumidor. No entanto, é preciso acompanhar o processo de implantação e regulamentação deste serviço.

“Isso significa um bom começo para as duas empresas que estão tentando melhorar as ofertas de voos, mas é preciso que o consumidor fique bem informado sobre as regras do serviço”, explica Maria Inês.